Uma discussão leva a outra e esta acaba desenvolvendo uma ideia, um projeto. A história da Faculdade de Musica de Antonina está fazendo esse papel e pode trazer nova perspectiva para o turismo da nossa cidade. Transformar Antonina na capital música é uma grande ideia, mas requer planejamento, empenho das entidades ligadas ao assunto e, principalmente, vontade política.
Se hoje nós temos uma cultura musical é por conta de uma conjuntura histórica, cujo contexto nos remete a acreditar que Antonina realmente é a capital da música. Embora a decadência econômica nos trouxesse a baixa autoestima, por outro lado nos oferece uma oportunidade de crescimento, através do resgate da nossa tradição cultural, desde que superemos nosso autofagismo e preguiça.
Mas para isso é preciso que entendamos que na outra ponta está a Antonina daqueles que se utilizam da falta de perspectiva de um povo e fazem dele um trampolim, uma escada para ascenderem socialmente. Não é à toa que em uma cidade pequena, cujo povo tem muitas carências, esses falsos profetas, pseudos messias, mães e pais de podres mais se proliferam. São pragas e parasitas que olham para o bem próprio, que sofrem de incapacidade inventiva, mas que são virtuosos quando olham para o povo e através dele oportunizam seus projetos pessoais e políticos.
No mote dessas duas inflexões, vos digo que para Antonina se transformar na capital da música, em primeiro lugar, é preciso que revejamos nossa configuração política e, se for o caso, transformá-la em algo que atenda às oportunidades da nossa expressão cultural. Não se enganem quanto a isso, pois só a política é capaz dessa transformação.
Enquanto isso não acontece, não vejo nada demais que alguns empresários se reúnam para aumentar o fluxo de clientes em seus estabelecimentos comerciais e com isso terem um melhor rendimento. Tudo isso é possível e louvável – haja vista o Antonina Weekend -, mas os resultados, ainda que melhores, serão pequenos, sem o viés político.
A Faculdade de Música, Antonina, Capital da Música, o turismo forte, dependerão, em sua maior parte, da atitude política, e tais intentos só serão possíveis se o antoninense entender que é preciso revitalizar o legislativo, principalmente, e colocar lá pessoas que tenham compromisso com um projeto de cidade, e não pessoal.
O PT seria um bom caminho, porque nunca foi testado em Antonina e já provou, em outras cidades e no país, que sabe como fazer. Mas para isso será preciso ter competência eleitoral, isto é, fazer coligações com grupos que assumam o compromisso com um projeto de cidade e, principalmente, fazer com que o povo o entenda seu discurso. Agora, se isso não acontecer, Canduca tem tudo para continuar, porque tem a máquina na mão, fez uma razoável administração e, em Antonina, até agora, não apareceu uma liderança para mudar esse quadro.