"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Não é ideologia. É visão de país e moralidade pública

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz hoje que privatização não é uma questão ideológica.
Questão ideológica é a propriedade dos meios de produção. É a discussão, que não está posta neste Governo, entre socialismo e capitalismo.
Totalmente diferente é o patrimônio público e o controle dos serviços públicos essenciais.
Separemos as coisas.
Entregar patrimônio público para grupos privados em condições ruinosas não é ideologia, é dilapidação.
Se as condições não são ruinosas, a questão passa a ser outra, a da importância daquele patrimônio para aqueles em nome dos quais você o administra e se a sua função é pequena ou suprível de outras formas.
A Vale, por exemplo, foi privatizada em condições ruinosas e tinha uma importância estratégica para o país – pelo fato de deter as maiores jazidas de ferro do planeta – insubstituível.
Tivemos N+1 governos de direita e nenhum deles tentou vender a Vale, exceto do de FHC.
Dizer, como fez FHC, que o que foi feito aos aeroportos ontem segue o mesmo modelo do que fez ele à Vale é uma mistificação absurda, que não se sustenta diante de um sopro.
É o mesmo que dizer que alugar um apartamento é o mesmo que vendê-lo.
Pior, porque no imóvel há um cofre contendo uma fortuna incalculável, que vai junto.
A Vale foi vendida, os aeroportos tiveram a administração concedida.
Na concessão, não há entrega de patrimônio, que retorna ao Estado, com todas as benfeitorias.
A questões, aí, são de outra ordem: se o serviço é essencial – e neste caso se permanece controlável pelo concedente - se a concessão atende ao interesse da população, a quem são entregues, e se é pago ao poder público por ela uma justa remuneração.
Nas concessões da telefonia, por exemplo, o princípio da essencialidade deveria fazer com que o Estado mantivesse o podere os instrumentos para controlá-la, e ele abriu mão disso. As concessionárias são donas do negócio, que virou uma caixa-preta diante da qual a Anatel faz papel de pateta.
O Estado não tem capacidade sequer para fixar tarifas. Ou alguém é capaz de dizer quanto custa um minuto de ligação telefônica?
Que dirá a de dirigir os investimentos na direção do que seja necessário para a população, como estamos vendo no processo de universalização da banda larga, que se arrasta a passos de cágado manco.
O processo de concessão das teles não apenas foi “preparado” com um brutal aumento das tarifas telefônicas como a outorga foi financiada com dinheiro do próprio Estado – caso da Telemar, hoje Oi – e dada ao controle de multinacionais.
Nem é preciso entrar nos meandros da corrupção e favorecimentos que aconteceram ali e que estão parcialmente descritos no A privataria tucana. de Amaury Ribeiro Júnior.
Pode-se ser favorável ou contrário à uma gestão mista – 51% privada e 49% da Infraero - de três grandes aeroportos do País. Mas não se pode apelar.
A primeira apelação é dizer que fora prometido manter exclusivamente estatais os aeroportos, como já ficou claro que não, nas palavras da própria então candidata Dilma Rousseff.
A segunda é comparar, por mais que se possa criticar, esta concessão às privatizações da era FHC.
E a terceira, e mais grave, é apelar para isso com o fim de se defender das evidências de que houve, além do crime de lesa-pátria, favorecimentos e maracutaias naqueles processos.
O problema de Fernando Henrique Cardoso não é ter privatizado por ser de direita. É ter privatizado por ser um vendilhão da pátria.

Blog Tijolaço

sábado, 7 de janeiro de 2012

Debate lança “A Privataria Tucana” no Paraná

Com antecedência para todo mundo poder divulgar e se planejar: dia 19, uma quinta-feira, Amaury Ribeiro Júnior lança o seu “A Privataria Tucana” no Paraná. E, como desde o início aconteceu, com o suporte da blogosfera. Organizado pelos blogueiros (que deixo de citar anominalmente, a pedido de um deles, pelas represálias que, segundo ele, o governo tucano do PR pratica), através do site coletivo ParanaBlogs, ele vai acontecer no auditório do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba, cujo endereço está aí no cartaz que a gente reproduz no post.
Quem puder divulgar para os amigos paranaenses e colocar nos seus sites estará prestando um serviço ao Brasil.
A imagem é ampliável, basta clicar nela, para poder ser impressa por quem quiser divulgar.
Blog Tijolaço

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PSDB decide processar autor do livro A Privataria Tucana.

por Conceição Lemos

Deu no Blog do Noblat que Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, disse há pouco a este blog que na próxima semana seu partido entrará com ações na Justiça contra o jornaista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro “A Privataria Tucana”, e o editor Luiz Fernando Emediaro, dono da Geração Editorial e responsável pela publicação do ivro. “Vamos para cima deles. O livro está repleto de mentiras”, explica Sérgio.
Acabei de conversar, por telefone, com o jornalista Luiz Fernando Emediato sobre o assunto.
“Vivemos num sistema democrático e nos processar é um direito do PSDB”, afirma Emediato “Consequentemente, que o exercite, se julgar conveniente.”
“Apenas advirto que o último a processar o jornalista Amaury Ribeiro Jr. se deu mal”, observa. “Além de ter resultado na inocência do jornalista, o processo fez com que ele tivesse acesso aos documentos da CPI do Banestado, que embasam parte do livro A Privataria Tucana.”
Emediato refere-se a Ricardo Sérgio de Oliveira, ex- presidente da área internacional do Banco do Brasil na gestão FHC e tesoureiro de campanhas do PSDB, inclusive das de José Serra à presidência.
Ricardo Sérgio entrou com processo contra Amaury por danos morais em função de reportagens nas quais o denunciou. O jornalista recorreu então a um procedimento chamado exceção da verdade, que lhe permitiu ter acesso a todos os documentos da CPI do Banestado que envolviam o Ricardo Sérgio.
Em entrevista dada a esta repórter, Amaury Ribeiro Jr. já antecipou: “Com certeza, vou recorrer novamente à exceção da verdade para provar que tudo o que está em A Privataria Tucana é verdade. É só me questionarem”.
Quanto à possibilidade de o PSDB processar a Geração Editorial e/ou o seu dono, Emediato retruca: “Eu trabalhei em várias campanhas do PSDB na década de 1990. Portanto, não me faltam documentos para eu me defender. Que venham os processos!”
Viomundo

Por Amigos do Jekiti
O Deputado Fedeal pelo PC do B, Delegado Protógenes, protocolou abertura de CPI para apurar as denúncias contidas no livro do jornalista, Amaury Ribeiro Júnior, no qual ele descreve e indicia provas - através de documentos - as possíveis falcatruas cometidas pelos tucanos durante as privatizações do governo FHC. Serra, como todos sabem, é o principal envolvido, tanto que tentou comprar toda a primeira edição do livro e depois, blindado pela velha mídia, desqualificou o livro, taxando-o de lixo.
Mas o interessante do caso em si, não é a proteção da mídia a Serra e nem as tentativas de censura ao livro. O que me deixa estarrecido é maneira pela qual as coisas são conduzidas por aqueles que deveriam ter interesse nas investigações. Até o momento nenhum membro da cúpula do PT e nem o próprio governo Dilma se manifestou a respeito e isso sugere que a CPI corre o risco de não vingar. A falta de iniciativa do PT sugere algumas reflexões e uma delas - a mais importante, a meu ver - é a do PT não querer abrir precedentes para que a oposição e a mídia insurjam outra onda de denuncismo contra ministros e membros do governo Dilma. Outro fator relevante é o fato de que o livro mostra que alguns membros do PT, no decurso da CPI do Banestado, possam ser chamuscados pela CPI da Privataria, devido o "acordão" que fizeram em nome de uma governabilidade e transição pacífica.
Se a sociedade não exigir e apoiar a abertura da CPI, esta corre um grande risco de morrer na praia.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O PT QUE NÃO ASSINOU A CPI

Redação Conversa Afiada

Sugestão do Stanley Burburinho no Twitter.
Olho neles !
enviado por luisnassif

Deputados do PT (?), que NÃO assinaram o pedido de CPI da Privatização Tucana. E que portanto, devem explicações aos seus eleitores!

BENEDITA DA SILVA PT RJ – dep.beneditadasilva@camara.gov.br
CÂNDIDO VACCAREZZA PT SP – dep.candidovaccarezza@camara.gov.br (líder do governo Dilma)
CARLINHOS ALMEIDA PT SP – dep.carlinhosalmeida@camara.gov.br
DALVA FIGUEIREDO PT AP – dep.dalvafigueiredo@camara.gov.br
DÉCIO LIMA PT SC – dep.deciolima@camara.gov.br
EDSON SANTOS PT RJ – dep.edsonsantos@camara.gov.br
GILMAR MACHADO PT – MG dep.gilmarmachado@camara.gov.br
JESUS RODRIGUES PT PI – dep.jesusrodrigues@camara.gov.br
JILMAR TATTO PT SP – dep.jilmartatto@camara.gov.br
JOSÉ AIRTON PT CE – dep.joseairton@camara.gov.br
MARCO MAIA PT RS – dep.marcomaia@camara.gov.br (presidente da Câmara)
MIGUEL CORRÊA PT MG – dep.miguelcorrea@camara.gov.br
ODAIR CUNHA PT MG dep.odaircunha@camara.gov.br
PAULO TEIXEIRA PT SP dep.pauloteixeira@camara.gov.br
PEDRO EUGÊNIO PT PE dep.pedroeugenio@camara.gov.br
RUI COSTA PT BA dep.ruicosta@camara.gov.br
SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO PT BA dep.sergiobarradascarneiro@camara.gov.br
ZECA DIRCEU PT PR dep.zecadirceu@camara.gov.br

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Privataria Tucana disputado a tapa: 120 mil exemplares

por Conceição Lemes

A Geração Editorial acaba de mandar uma ordem para a gráfica para imprimir mais cópias do livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Tiragem total até o momento: 120 mil exemplares.
“O trabalho está insano por aqui”, contou-nos há pouco por e-mail Willian Novaes, assessor de imprensa da Geração. “Ontem um vendedor ’surtou’. Foi embora porque não aguentava mais os clientes [livrarias] brigar pelos ‘poucos’ exemplares.”
No sábado teve “tumulto” até na porta de uma das gráficas que estão rodando A Privataria. Foi entre duas distribuidoras (uma de Minas Gerais), disputando o reparte disponível. Hoje, o “problema” foi resolvido. Cada uma levou metade.
“Eu já perdi a conta de ligações de clientes [clientes e distribuidoras] ‘xingando’ a gente, porque querem o livro”, dizFernanda Emediato, sócia da editora, num misto de surpresa e felicidade pelo sucesso estrondoso. “O livro está sendo disputado a tapa.”

domingo, 18 de dezembro de 2011

MERVAL PEREIRA E SEUS AMIGOS

Não é a toa que o jornalista de O Globo e Globo News, o imotal Merval Pereira, desclassificou o livro Privataria Tucana, do premiado jornalista Amaury Ribeiro Jr., como ficção. Para um bom entendedor meia foto bastaria, mas aqui vão todas para os que ainda não entenderam o caso de amor entre os tucanos e a mídia golpista.
 
Merval com Aécio "grampeado por Serra" Neves e Tasso Jereissati, cujo irmão teria participação na susposta lavagem de dinheiro das privatizações.
Merval pede a benção ao mais preparado dos brasileiros. Ao lado a urubóloga Miriam Leitão espera pelas ideias luminosas do Farol de Alexandria. 
Sem comentários

Merval com o filho de FHC, suspeito de ser laranja da Rádio Disney

fotos blog Com Texto Livre

Luis Nassif comenta a ficção de Merval Pereira

O texto abaixo, escrito pelo "imortal" Merval Pereira, é comentado (vermeho), parágrafo por parágrafo, pelo jornalista Luis Nassif, em sua página Aditivo, e serve como ponto de partida para muitas reflexões. Vale apena conferir.

A FICÇÃO DO AMAURY
O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro.
Disseminou-se a idéia de que a chamada “imprensa tradicional” não deu destaque ao livro, ao contrário do mundo da internet, para proteger o ex-candidato tucano à presidência José Serra, que é o centro das denúncias.
Estariam os “jornalões” usando dois pesos e duas medidas em relação a Amaury Jr, pois enquanto acatam denúncias de bandidos contra o governo petista, alegam que ele está sendo processado e, portanto, não teria credibilidade?
É justamente o contrário. A chamada “grande imprensa”, por ter mais responsabilidade que os blogueiros ditos independentes, mas que, na maioria, são sustentados pela verba oficial e fazem propaganda política, demorou mais a entrar no assunto, ou simplesmente não entrará, por que precisava analisar com tranqüilidade o livro para verificar se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações, e se tem provas.
Como assim? Qual a responsabilidade na denúncia de que foram entregues centenas de milhares de dólares em um envelope no Palácio do Planalto? E a do "consultor" Ruben Quícoli, que dizia que com propina seria possível levantar R$ 10 bi no BNDES para uma fabriqueta? E a denúncia de que Dilma encomendaria dossiês para o Ministério da Justiça, ou a ficha falsa de Dilma? Merval deveria ter mais responsabilidade ao escrever, ainda mais criando para si esse papel de jornalista sério em veículo sério. É evidente que ataques, como aos blogueiros, são da lavra do Serra. Não é do estilo do Merval essas manifestações de indignação. Corto um dedo se o ghost writer dessa tertúlia não é o próprio Serra.
Outros livros, como "O Chefe", de Ivo Patarra, com acusações gravíssimas contra o governo de Lula, também não tiveram repercussão na "grande imprensa" e, por motivos óbvios, foram ignorados pela blogosfera chapa-branca.
Desde que Pedro Collor denunciou as falcatruas de seu irmão presidente, há um padrão no comportamento da “grande imprensa”: as denúncias dos que participaram das falcatruas, sejam elas quais forem, têm a credibilidade do relato por dentro do crime.
Quem disse que Pedro Collor participou de alguma coisa no governo do seu irmão? Sua bronca maior era de não estar dentro.
Deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson desencadeou o escândalo do mensalão com o testemunho pessoal de quem esteve no centro das negociações, e transformou-se em um dos 38 réus do processo.
O ex-secretário de governo Durval Barbosa detonou a maior crise política da história de Brasília, com denúncias e gravações que culminaram com a prisão do então governador José Roberto Arruda e vários políticos.
Fantástico Merval! Seu brilhantismo consagrou uma nova máxima jurídica: criminoso tem credibilidade porque participou do crime; não criminoso não tem porque, por não ser criminoso, não conhece os escaninhos do crime.
E por aí vai. Já Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha, tendo participado, como membro da equipe de campanha da candidata do PT, de atos contra o adversário tucano.
O livro, portanto, continua sendo parte da sua atividade como propagandista da campanha petista e, evidentemente, tem pouca credibilidade na origem.
Na sua versão no livro, Amaury jura que não havia intenção de fazer dossiês contra Serra, que foi contratado “apenas” para descobrir vazamentos internos e usou seus contatos policiais para a tarefa que, convenhamos, conforme descrita pelo próprio, não tem nada de jornalística.
Ele alega que a turma paulista de Rui Falcão (presidente do PT) e Palocci queria tirar os mineiros ligados a Fernando Pimentel da campanha, e acabou criando uma versão distorcida dos fatos.
No caso da quebra de sigilo de tucanos, na Receita de Mauá, Amaury diz que o despachante que o acusou de ter encomendado o serviço mentiu por pressão de policiais federais amigos de José Serra.
Enfim, Amaury Ribeiro Jr, tem que se explicar antes de denunciar outros, o que também enfraquece sua posição.
O criminoso não precisa explicar suas intenções: basta ter participado dos crimes. O Amaury tem que explicar. Merval ambiciona a imortalidade tornando-se membro da ABL. Jornalistas ambicionam a imortalidade escrevendo reportagens definitivas. Acho que Merval se esqueceu definitivamente do que é a emoção de construir uma grande reportagem.
Ele e seus apoiadores ressaltam sempre que 1/3 do livro é composto de documentos, para dar apoio às denúncias.
Mas se os documentos, como dizem, são todos oficiais e estão nos cartórios e juntas comerciais, imaginar que revelem crimes contra o patrimônio público é ingenuidade ou má-fé.
Documentos oficiais obtidos nas ilhas Virgens. Se eram tão inocentes assim, qual a razão de terem sido abafados na CPI do Banestado?
Que trapaceiro registra seus trambiques em cartórios?
Aquele que tem medo de ser enganado por testas de ferro e só confia na própria família. Aliás, outro fato que poderia ter sido explicado é a razão do casal Verônica Serra ter mudado o regime de bens do casamento pouco antes de começarem as transferências de recursos.
Há, a começar pela escolha do título – Privataria Tucana – uma tomada de posição política do autor contra as privatizações.
E a maneira como descreve as transações financeiras mostra que Amaury Ribeiro Jr. se alinha aos que consideram que ter uma conta em paraíso fiscal é crime, especialmente se for no Caribe, e que a legislação de remessa de dinheiro para o exterior feita pelo Banco Central à época do governo Fernando Henrique favorece a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas.
Utilizam contas em paraísos fiscais empresas para planejamento tributário (como se financiar em leasing). Se quiser uma defesa eficiente, basta Serra/Merval explicar a razão de Verônica Serra precisar de conta em paraíso fiscal. Mais que isso: mostrar a origem dos recursos que enviou para o Brasil e que permitiram ao pai esquentar a casa em que morava desde fins dos anos 80. Se não foi propina, foram resultados de empresas no exterior. Que empresas foram essas, quais os resultados apresentados? Simples assim.
É um ponto de vista como outro qualquer e ele tenta por todas as maneiras mostrar isso, sem, no entanto, conseguir montar um quadro factual que comprove suas certezas.
Vários personagens, a maioria ligada a Serra, abrem e fecham empresas em paraísos fiscais, com o objetivo, segundo ilações do autor, de lavar dinheiro proveniente das privatizações e internalizá-lo legalmente no País.
Para quê é, então?
Acontece que passados 17 anos do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, e estando o PT no poder há 9 anos, não houve um movimento para rever as privatizações.
O que isso tem a ver com suspeitas de pagamento de propina?
E os julgamentos de processos contra os dirigentes da época das privatizações não dão sustentação às críticas e às acusações de “improbidade administrativa” na privatização da Telebrás.
A decisão nº 765/99 do Plenário do Tribunal de Contas da União concluiu que, além de não haver qualquer irregularidade no processo, os responsáveis “não visavam favorecer em particular o consórcio composto pelo Banco Opportunity e pela Itália Telecom, mas favorecer a competitividade do leilão da Tele Norte Leste S/A, objetivando um melhor resultado para o erário na desestatização dessa empresa”.
A escolha do Opportunity, por si, caracteriza um benefício. Na sequência, o Opportunity deposita US$ 5 milhões na conta da Verônica. Verônica transfere para o Brasil e "compra" a casa em que o pai mora. Por acaso o TCU analisou essa sequência de episódios? Claro que não: apenas a montagem do consórcio em si.
Também o Ministério Público de Brasília foi derrotado e, no recurso, o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal decidiu, através do juiz Tourinho Neto, não apenas acatar a decisão do TCU mas afirmar que “não restaram provadas as nulidades levantadas no processo licitatório de privatização do Sistema Telebrás. Da mesma forma, não está demonstrada a má-fé, premissa do ato ilegal e ímprobo, para impor-se uma condenação aos réus.
Claro que não restaram. Na época não havia documentos, nem evidências de pagamento de propina. Agora, há.
Também não se vislumbrou ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública para configurar a improbidade administrativa.”.
O livro de Amaury Ribeiro Jr. está em sexto lugar na lista dos mais vendidos de “não-ficção”. Talvez tivesse mais sucesso ainda se estivesse na lista de “ficção”.
Merval está na Academia Brasileira de Letras por apenas um livro que é coletânea de artigos. E o grande feito jornalístico que menciona é o de ter participado de uma reportagem que teve em Amaury um dos autores. Sua participação foi na condição de... diretor da sucursal.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Por que o governo e cúpula do PT não apoiam a CPI da privataria?

Nos últimos dias, o deputado Candido Vaccareza, líder do governo na Câmara dos Deputados, o presidente daquela Casa, deputado Marco Maia, e a própria presidente Dilma Rousseff deram declarações contrárias à instalação da CPI da Privataria, proposta pelo deputado comunista Protógenes Queiroz, que já contabiliza mais assinaturas do que as 171 necessárias.
Que a grande mídia e o PSDB agora minimizem as denúncias contidas no livro A Privataria Tucana depois de tentarem (sem sucesso) escondê-las, é compreensível. Ambos estão envolvidos nas denúncias – os tucanos por terem conduzido o processo e a mídia por ter feito grandes negócios com o que foi privatizado. O que não se entende são as posturas da cúpula do PT e da presidente Dilma.
Mesmo que cerca de 30% dos deputados do PT, até agora, tenham aposto suas firmas no requerimento da Comissão Parlamentar de Inquérito, é inadmissível que as mais altas instâncias do partido que mais denunciou as privatizações da era Fernando Henrique Cardoso agora ajam dessa forma, com esse discurso dúbio que sugere medo ou até culpa no cartório.
Se essas autoridades não querem se envolver politicamente, apesar de ocuparem cargos políticos, que dissessem que esse é um assunto que o conjunto do Poder Legislativo terá que decidir. Seria uma forma menos afrontosa de se omitirem do dever que têm de investigar denúncias tão graves de tamanha quantidade de dinheiro público que dizem ter sido afanado por membros do governo federal no fim da década retrasada.
É bem provável que metade dos deputados federais brasileiros assine o requerimento dessa CPI, mas mesmo se ela não tivesse uma só assinatura a mais do que o mínimo necessário deveria ser aberta porque não se imagina que quase duas centenas de deputados estejam vendo coisas ao acharem que há o que investigar.
Uma das frases de autoridades filiadas ao Partido dos Trabalhadores que mais causou espécie ao ir de encontro à instalação da CPI da Privataria foi proferida na televisão pelo deputado Candido Vaccareza. Ele disse que não apoia a instalação da investigação porque não há que ficar “olhando no retrovisor como a oposição”.
Em primeiro lugar, a oposição não olha no retrovisor. Essa alusão ao equipamento obrigatório em veículos automotores surgiu no Brasil já na campanha eleitoral de 2002, quando tucanos diziam que o povo não deveria escolher o próximo presidente da República olhando no retrovisor. Depois, a tese se repetiu nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010.
O uso da figura de linguagem tucana pelo deputado petista também é injusta com o PSDB. O que esse partido mais tem feito foi se esquivar do passado. As denúncias que faz são para investigar o presente enquanto prega o esquecimento de possíveis crimes do passado. Acusar a oposição de olhar pelo retrovisor, portanto, não faz sentido.
Alguns aludem a uma suposta “estratégia” da presidente Dilma e da cúpula do PT ou à tese de que não lhes caberia iniciativa de investigar roubo de dinheiro público, o que não é verdade. Pelo contrário: tendo notícia de casos de corrupção, o dever da autoridade constituída é o de investigar ou dizer por que não cabe fazê-lo.
Nos últimos anos, foram feitas CPIs para investigar compra de tapiocas por ministros e grampos telefônicos de autoridades cujos áudios jamais apareceram. Durante o governo Lula, a oposição obteve praticamente todas as investigações que pediu. Neste governo, que ninguém duvide que irá obter muitas mais.
Preocupa, no entanto, a tese de que o tempo justifica e absolve crimes da magnitude dos que são denunciados pelo livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., pois sugere que se houver corrupção e ela tardar a ser descoberta, corruptos e corruptores estarão livres.
De repente, o rigor com a corrupção que a tantos encantou durante os últimos nove anos, sumiu. E o governo e a cúpula do PT parecem achar, no mínimo, que se forem condescendentes com os adversários serão poupados mais adiante, quando surgirem denúncias contra esse governo.
Resumindo: a impressão que se tem, quando as autoridades supracitadas se manifestam contrariamente à investigação da privataria, é a de que têm o rabo preso de alguma forma, ainda que não se saiba qual. Aliás, a honestidade intelectual obriga a considerar a acusação do PSDB quando diz que tudo foi armação de novos “aloprados”.
Cidadãos de verdade não podem aceitar nem que supostos crimes de tucanos deixem de ser investigados, nem que petistas forjem acusações contra os adversários. Aqui se trata de uma questão de justiça. A Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a privataria precisa ser instalada para que se saiba qual dos lados agiu criminosamente.
Pelas razões expostas, este blog e seu signatário exigem a instalação da CPI da Privataria. E você, leitor?
colado do Blog da Cidadania

Por Amigos do Jekiti
A CPI é necessária para limpar o Brasil dessa corja midiática que presta um desserviço ao povo brasileiro, bem como, banir da política e trancafiar na cadeia - se assim provada a culpabilidade dos envolvidos - esses vendilhões do país que assaltaram os cofres públicos. Se a cúpula do PT e o governo Dilma, não lutarem a favor das investigações sobre as possíveis irregularidades contidados no livro Privataria Tucana, dão mostra que temem que a história prove contra si próprios o que está para ser provado contra o PSDB e a mídia.  

UM TEXTO SEM VÍCIOS

O dinheiro sem carimbo e os partidos - Maria Cristina Fernandes

Deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson é réu no inquérito do mensalão. Responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Policial Militar no Distrito Federal, João Dias está preso. Agrediu um sargento que tentava contê-lo no Palácio do Buriti onde entrou com um pacote de R$ 159 mil em espécie.
Jornalista e ex-assessor da campanha petista em 2010, Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha.
Com a denúncia de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva pagava mesada a sua base parlamentar, Jefferson provocou um dos escândalos políticos de maior repercussão da história da República. Com a acusação, da qual voltaria atrás na defesa apresentada por seus advogados no Supremo, Jefferson pôs em risco o mandato de Lula e levou 40 réus a serem arrolados no Supremo Tribunal Federal.
Pela denúncia de que recursos públicos destinados a um programa de formação de núcleos esportivos em escolas públicas estavam sendo desviados para Ongs ligadas ao PCdoB, Dias precipitou a queda do titular do Ministério dos Esportes, Orlando Silva, um ex-presidente da UNE que estava no cargo havia cinco anos.
Jefferson e Dias denunciaram esquemas ilícitos dos quais foram participantes. A valoração, pela Justiça, de depoimentos de suspeitos e até criminosos condenados, deu curso ao instituto da delação premiada.
A suspeição que recaía sobre ambos não impediu que os depoimentos de Jefferson e Dias, com ampla divulgação nos meios de comunicação, tivessem desdobramentos políticos e jurídicos significativos.
É com base nesses precedentes que cresce, na internet, a indignação com os escassos desdobramentos nos jornais e nos meios políticos das denúncias publicadas pelo jornalista Amaury Ribeiro no livro "A Privataria Tucana" (Geração Editorial, 344 páginas).
Contratado como elo da assessoria de comunicação da campanha petista e o universo da arapongagem, o jornalista foi indiciado no inquérito que apura a violação do sigilo fiscal de dirigentes tucanos e familiares do ex-candidato à Presidência, José Serra.
O livro é uma compilação de documentos que sugerem lavagem de dinheiro da privatização. O autor revela vínculos entre muitos dos personagens que estiveram ligados à venda das estatais, às campanhas do PSDB e à família de Serra, mas, apesar da farta documentação, não encontra carimbo no dinheiro lavado. Talvez pela simples razão de que o jornalismo não é dotado de meios policiais e jurídicos para identificar o carimbo.
Muitos personagens dos governos do PSDB e do PT que enriqueceram às custas de tráfico de influência e informação privilegiada passaram incólumes pela imprensa porque embolsaram dinheiro lavado. Uma única operação da Polícia Federal apurou que entre 1996 e 2002, no auge das privatizações, evadiram-se U$ 30 milhões pelas chamadas contas CC5, criadas pelo Real para liberalizar o fluxo de capitais.
Muito mais fácil do que identificar o carimbo nesse dinheiro é descobrir e, com toda razão publicar, a história de um ministro que um dia teve duplo emprego.
A indignação de internautas questiona por que os jornais que já execraram a família de Lula não se ocupam em seguir as pistas dos familiares de Serra que o livro revela.
Num tempo em que se derrubam ministros como quem preenche uma cartela de bingo talvez esteja fora de moda lembrar que o jornalista pode achar que apura como um promotor e julga como um magistrado, mas o jornal não tem como abrigar plenamente o direito de defesa e, por isso, não substitui a Justiça.
Isso não desmerece a reportagem. Muito pelo contrário. O valor do jornalismo investigativo está em identificar os interesses em disputa e revelá-los ao público. Propagar unicamente a munição que vem de um dos lados é partidarismo.
O livro é menos partidário do que o uso que se faz - e não se faz - dele. Depois de ter chegado às livrarias na última sexta-feira, teve sua primeira edição esgotada em 48 horas. O espaço que lhe dedicam os blogs é inversamente proporcional à centimetragem impressa. No fosso entre uma e outra abordagem está a constatação de que face às chances de se identificar o dinheiro carimbado, tanto tucanos quanto petistas preferiram deixar as lavanderias funcionando.
Boa parte da documentação de que se vale o livro é originária da CPI do Banestado, instalada no primeiro ano do governo Lula. Se houvesse real interesse em pôr freio à lavagem, ali teria sido o momento.
O volume de informações fiscais, bancárias e telefônicas levantado por aquela comissão foi mais do que suficiente para se fechar o ralo. Mas o relator (José Mentor), petista, ocupou-se em tentar incriminar o ex-diretor do BC, Gustavo Franco, pela liberação da remessa de recursos para o exterior sem a identificação do remetente. Deparou-se com o presidente da comissão (Antero Paes de Barros), tucano, disposto a sugerir o indiciamento do então presidente do BC, Henrique Meirelles, por ter se utilizado de uma conta de doleiros para transferir U$ 50 mil para o exterior. O resultado é que dois relatórios foram apresentados e nenhum foi aprovado.
Nos documentos da CPI já se viam as digitais do Rural, o que não impediu que o banco fosse o escolhido para a lavanderia do mensalão. Visadas, as agências de publicidade pouco a pouco foram cedendo espaço aos escritórios de advocacia na intermediação do dinheiro que a política busca esquentar.
No projeto de lei sobre lavagem de dinheiro que tramita no Congresso, a OAB faz pressão contra o artigo que obriga os advogados a revelar a origem dos recursos com que seus clientes pagam os honorários advocatícios. E encontra defensores de PT a PSDB.
Mesa de ontem no Casserole, centro de São Paulo, reunia o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, um dos principais personagens do livro, o ex-ministro da Casa Civil do governo Fernando Henrique Cardoso, Clóvis Carvalho, e o advogado José Carlos Dias.

por Amigos do Jekiti
As palavras acima é uma tentativa lúcida de romper as fronteiras do fisiologismo político e ir de encontro à verdade que PSDB, parte do PT e a velha imprensa tentam esconder. É fato que a mídia está muito mais preocupada em cuidar e defender seus interesses do que se comprometer com a informação aos seus leitores diários. Prova disso está no esforço em atuar como tribunal nos casos de irregularidades envolvendo os ministros do governo Dilma e em nada falar ou comentar - e muito menos investigar - o forte conteúdo que há no livro Privataria Tucana, do jornalista - muitas vezes premiado - Amaury Ribeiro Júnior.
Não há como negar que muito do que lemos, vemos e ouvimos da velha mídia é um poço de intriguismo, desinformação e superficialidades e, na minha modesta opinião, a única maneira de derrubá-la é a democratização dos meios de comunicação, cujo projeto, há tempos, está alinhavado pelo Franklin Martins, ex-secretário de comunicação do governo Lula.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

domingo, 11 de dezembro de 2011

A LAVANDERIA BANESTADO

Tenho muitos amigos e conhecidos que trabalharam no BANESTADO e alguns deles foram demitidos ou forçados a pedir o PDV por causa da privatização. Lembro do meu primo que em 2001 pegou sua demissão voluntária e viveu por muito tempo sem perspectiva. Também há os milhares de desempregados das estatais que ainda sofrem as consequencias desse neoliberalismo insano e que merecem, no mínimo, serem idenizados com a verdade dos fatos contidos no livro do jornalista Amaury Ribeiro Júnior.
Não sou radical em relação à política e muito menos sigo com rigor ideologias, pois não acredito que no mundo de hoje exista algum sistema político, social e econômico que resolva as grandes desigualdades sociais proveniente desse neoliberalismo canibal. A questão relevante não é a ideologia e sim o estrago que o capital especulativo provocou no mundo, principalmente pela ganância colonialista nos países mais pobres ou em desenvolvimento. Não é à toa que a África ainda sofre com a fome e a América Latina ainda vai levar muitas décadas para diminuir seu índice de pobreza absoluta.
Abro um parêntese para esclarecer que o liberalismo econômico surgiu na Revolução Francesa, intensificou-se com a revolução industrial e por fim, pelas mãos de Thatcher e Regan, criou-se essa idéia neoliberal de Estado mínimo. Na teoria o liberalismo francês transformou as relações econômicas, mas não soube, na prática, resolver a questão do direito à propriedade, fato este que provocou uma cisão no movimento revolucionário, dando vazão aos socialistas, conhecida como a “Conspiração dos Iguais”. Em suma, a Revolução Francesa foi a base do liberalismo econômico e do socialismo do século XX.
Voltando aos dias atuais, penso que esta mazela de vender o Estado ao capital estrangeiro, não passa de uma manobra fisiologista e delirante daqueles que ainda olham para os países mais poderosos com subserviência - isso sem contar as maracutaias criadas para lavagem de dinheiro em paraíso fiscal.
Para mim, o Estado deve ser o condutor de políticas públicas e indutor de medidas para evitar o desequilíbrio econômico e social. Um Estado desaparelhado, desestruturado, jamais poderá intervir – se necessário – em questões estratégicas, garantir uma política de trabalho e emprego, de acesso à educação e saúde e de atuar para diminuir ou acabar com a miséria. A prova maior de tudo isso está na crise de 2008, nos EUA, provocada pela especulação imobiliária e que hoje tem suas raízes na Europa, onde a recessão bate as portas da maioria dos países.
Mas voltando a nossa reles realidade - principalmente a questão das privatarias -, afirmo que o livro do jornalista Amaury Ribeiro Júnior é prova cabal de como os tucanos assaltaram os cofres públicos e de como o BANESTADO serviu como porta para a roubalheira, por onde Serra e seus comparsas enviaram as “comissões” da privataria para os vários paraísos fiscais espelhados pelo mundo.
Para não ser muito vago e dar condições para que reflitamos sobre o que prova o livro, no capítulo 7 revela como esquema BANESTADO foi traçado e descoberto pela revista IstoÉ, cuja reportagem provocou a abertura de CPMI, em 2003. A comissão conseguiu levantar um extrato em que prova que o primo de Serra, depositou 2,5 bilhões na conta da empresa Franton Interprise, operada pelo ex-caixa das campanhas de FHC e Serra, Ricardo Sérgio, que, segundo o livro, era o grande mentor do esquema.
Com base nessas e muitas outras informações a CPI do BANESTADO seguiu levantando provas e a medida que a investigação avançava a situação dos tucanos, inclusive Serra e FHC por ser o presidente, se complicava. A ansiedade pelo resultado final da CPMI aumentava, mas como a ética política é bem diferente da moral, o relator da comissão, José Mentor (PT), resolveu concluir seu relatório dando ao país uma grande pizza. Diz a lenda que a pizza da CPMI do BANESTADO é proveniente de um "acordão" e só foi aceita em nome de uma governabilidade e de uma transição tranquila.
O PT caiu no conto do vigário e a sua burrice ou ingenuidade só trouxe péssimas consequencias ao governo Lula, pois os tucanos ao perceberem que não corriam mais riscos - e também pensando nas eleições de 2006 -, retomaram a estratégia, com o apoio da velha imprensa, para desestabilizar o governo Lula.
Mas como nem tudo está pedido, pois o livro do Amaury é prova irrefutável da sacanagem, cabe ao Ministério da Justiça e da Procuradoria Geral da União fazer a sua parte. Não só indiciar os envolvidos, com base nas provas constantes no livro do jornalista Amaury, como também exigir do presidente da CPI, Paes de Barros (PSDB) e do relator José Mentor (PT) o motivo pelo qual tudo terminou numa enorme pizza.

A VEJA SENTE O GOLPE E TENTA DESVIAR O FOCO COM COISA VELHA

Aprendi com meus pais e a vida que a gente precisa ter reserva moral para criticar a atitude de alguém. Embora a vida sempre nos pregue algumas peças, procuro seguir esse princípio, mas sem querer ser um moralista, conservador e reacionário - longe disso.
Costumo dizer para os mais próximo que antes de fazer algo ou aceitar alguma proposta, penso, em primeiro lugar, se minha atitude vai ser um bom exemplo para as minhas filhas, pois considero que a educação tem muito mais a ver com o exemplo que com o discurso.
Dito isso, deparo-me com a capa da Veja, na qual está estampada a velha e famigerada "lista de Furnas", que foi descoberta durante as investigações do mensalão. Para os que não lembram ou não sabem, informo que a referida lista continha o nome de 156 políticos, entre os quais Serra, Aécio e Alkimin, acusados de receberem dinheiro de caixa 2 durante a campanha eleitoral de 2002. Com o apoio da mídia a oposição, numa tentativa de desestabilizar o governo Lula, informou que a referida lista era uma armação do PT, mas esta estratégia não vingou, pois a polícia federal, através de sua equipe de peritos, confirmou a veracidade da lista, conforme informa a Folha Online, em 06/06/2006:

6/06/2006 – 09h50

Novo laudo da PF indica que lista de Furnas é autêntica

RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo

A Polícia Federal confirmou ontem a autenticidade da chamada “lista de Furnas”, documento de cinco páginas que registra supostas contribuições de campanha, num esquema de caixa dois, a 156 políticos durante a disputa eleitoral de 2002. No total, eles teriam recebido R$ 40 milhões.
Segundo a assessoria da direção geral da PF, em Brasília, perícia do INC (Instituto Nacional de Criminalística) concluiu que a lista não foi montada e que é autêntica a assinatura que aparece no documento, de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, empresa estatal de energia elétrica. A PF informou, contudo, que não tem como atestar a veracidade do conteúdo da lista. Os papéis citam empresas que teriam colaborado para um caixa dois administrado por Dimas Toledo.
Entre as campanhas eleitorais supostamente abastecidas pelo esquema estão as do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência pelo PSDB, do ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), atual pré-candidato ao governo paulista, e do atual governador mineiro, Aécio Neves (PSDB). As campanhas em 2002 teriam recebido, respectivamente, R$ 9,3 milhões, R$ 7 milhões e R$ 5,5 milhões
Sentido o golpe que o livro Privataria Tucana deu nos protegidinhos da mídia, Veja requenta uma matéria de 2006, na tentativa de desviar o foco das sérias e provadas denúncias que o jornalista Amaury Ribeiro Júnior fez em seu livro.

Portanto, senhoras e senhores, a Veja utiliza-se da desinformação e da falta de memória do povo brasileiro para pregar mais uma peça na opinião pública. Como a revista Veja não tem reserva moral, pois está comprometida até o pescoço com a tucanada, tenta desviar o foco das sérias denúncias contidas no livro Privataria Tucana.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A PRIVATARIA TUCANA

Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual

Capa do livro de Amaury Ribeiro Jr.: Serra no centro de maracutaias financeiras (Reprodução)
São Paulo – Chega às bancas nesta sexta-feira (9) livro "Privataria tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Junior. O conteúdo do livro de 343 páginas confirma as expectativas e denuncia com riqueza de detalhes falcatruas cometidas nos processos de privatizações de empresas públicas durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Lavagem de dinheiro e pagamento de propina aparecem devidamente documentados no trabalho de Ribeiro Junior, em que o ex-governador de São Paulo José Serra aparece como personagem central. O livro mostra o envolvimento de amigos e parentes do tucano paulista em operações financeiras suspeitas durante o processo de privatização.
Em sua edição desta semana, a revista CartaCapital traz uma resenha da obra e uma entrevista com autor. "Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico", conta o jornalista, no trecho final da entrevista.
Leia aqui a matéria da Carta Capital sobre o "Privataria tucana", de Amaury Ribveiro Jr.
http://www.cartacapital.com.br/politica/a-%E2%80%9Cprivataria-tucana%E2%80%9D-de-amaury-ribeiro-jr-chega-as-bancas-cartacapital-relata-o-que-ha-no-livro/

por Amigos de Jekiti
Já pedi ao Papai Noel o livro. Como, na certa, a velha mídia não vai divulgar, acompanhe aqui os relatos e as provas do maior esquema, segundo o jornalista, de desvio de dinhiero público da história do Brasil

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento