"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



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sexta-feira, 29 de julho de 2011

ACHARAM A 'BAIKE' DE ZOA


Mobilizados a INTERPOL, SCOTTLLAND YARD, CIA, KGB e FBI, mariners da Força Tarefa Guarapirocabana (Pé-de-Galinha, Edmundo e Ceci 'cagado’), recuperaram a 'baike' do nosso querido amigo e radialista João Alberto 'araponga'. Segundo relato dos heróis capelistas, a missão de resgate só obteve êxito porque o comandante da operação, Lourival 'chico-loco', descobriu o cativeiro da 'magrela', no território inimigo do Nhanha, onde facínoras terroristas transformavam a velha 'baike' numa arma de destruição em massa, com o intuito de promover um atentado contra as torres gêmeas do Jekiti (Rute e Irene), no dia 11/09.
Emocionado, João Alberto relatou aos presentes que vai mandar a esposa Solange dormir na casa da mãe para que ele possa ter uma noite de prazer com a sua amada 'magrela', e acrescentou: "Tudo vai rolar numa festa genial".

foto by João "garça"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

ROUBO NO JEKITI

João Alberto "araponga"... liiiinddddo!
A bicicleta do nosso amigo João Alberto Fonseca foi roubada no Jekiti, enquanto o popular radialista tomava seu café matinal. Quem souber do paradeiro da 'magrela' (foto) receberá do próprio João Alberto uma gorda recompensa no valor R$ 1.500,00.
Qualquer informação favor postar neste blog ou na rádio Serra do Mar ou no Jekiti, com o proprietário.

 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Fotografia como instrumento de ação social



Exposição Fotográfica: "FOTOGRAFIA EM TRANSE" - ANTONINA 2011
A cidade de Antonina, fortemente castigada pelas chuvas em março deste ano, recebe durante sábado, dia 25 de junho, a exposição "Fotografia em Transe". As imagens de 15 fotógrafos chamam a atenção pela destruição de casas e o impacto causado sobre a população. Mas também explora o sentimento de esperança e renovação. “Para que a tragédia da cidade não seja esquecida, decidimos fazer a diferença por meio da arte e da fotografia”, explica Nilo Biazzetto Neto, diretor da Escola Portfolio.
"Vamos fazer a diferença através da Arte e da Fotografia"A comemoração começa às 11 hrs da manhã com um almoço na Cantina Casa Verde. Porém, a festa não para por aí. À noite (20hrs) faremos uma projeção de imagens na Igreja da Matriz de Antonina, seguida de mais festa na Cantina Casa Verde!
Participam da exposição os seguintes fotógrafos: Ana Carolina dos Santos Marques, Eduardo Macarios, Francisco Santos, Gus Benke, Irene Schiller, Jeffrey Shimizu, Kris Foltran, Lucas Pontes, Melanie d'Haese, Melissa Andreata, Nilo Biazzetto Neto, Orlando Azevedo, Rodrigo Janasievicz, Sergio Vanalli.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

ANTONINA TEM MÚSICA E GASTRONOMIA

PROGRAMAÇÃO

17 de Junho
SAMBA NO MERCADO MUNICIPAL, a partir das 22:00horas.

18 e 19 de Junho.
Restaurantes de Antonina receberão chefs de cozinha de Curitiba para o festival gastronômico ANTONINA WEEKEND

- Le Bistrô – Manu Buffara (Restaurante Manu).
- Buganvil – Daniela Prosdócimo (La Table Gastronomie).
- Siri do Portinho – Ricardo Filizola e Diogo Prado (La Cucina).
- Cantinho de Antonina – Marco Antonio Araújo e Giuliano Hahn (Vindouro).
- Casa Verde – Paulino da Costa (DOP Cucina).
- Baía de Antonina – Celso Freire (Zea Maïs).
- Gusso – Geraldine Miraglia (Oli Gastronomia).

quinta-feira, 9 de junho de 2011

OLHO NO OLHO

Como de costume posto alguns comentários que considero pertinentes para um bom debate sobre as causas de Antonina. Abaixo coloco as justificativas do padre Marcos sobre a locação do imóvel ao restaurante Bunganvill, cujo contrato foi feito pela Mitra Diocesana. Logo após as colocações do padre Marcos, exponho as minhas sobre o caso.

por padre Marcos
Considerando tantos comentários infundados, sem conhecimento de causa, resolvi s. esclarecer algumas coisas. Não sou muito de escrever em blog, gosto de olho-no-olho, mas como quem aqui escreve não se identifica, esclareço:
Quem pediu o prédio não foi a Igreja católica de Antonina, mas sim, a Mitra Diocesana. Foi feito o pedido em janeiro de 2011 para ser entregue em março de 2011 (conforme manda a lei, 3 meses de antecedência), mas como houve muita reclamação por parte do locatário, resolveu-se dar um ano de prazo para que o mesmo fosse entregue. Tudo dentro da lei.
Desde que aqui cheguei, em abril de 2008, senti a necessidade de providenciar um Centro de Catequese para as Crianças e depois de dois anos, iria comprar um terreno para construir, porém, ao falar com o Bispo, ele disse que a Mitra pediria a devolução do prédio onde está o Restaurante, portanto, que não era necessário comprar terreno e nem construir.
Em relação a alguns comentários digo, estão no direito de vocês, pois vivemos em uma democracia, vocês podem falar e pensar o que quiser, porém, como não tenho sangue de barata digo: quando aqui cheguei a Paróquia tinha menos de cem dizimistas hoje são quase quatrocentos, não sou unanimidade graças a Deus, pois toda unanimidade é burra.
Para o governo de quem escreveu sem se identificar, que eu expulsei pessoas da igreja, entenda, em toda Paróquia tem um Conselho que deve ser renovado a cada dois anos, e simplesmente, se renovou aquele conselho, bem como, o conselho que entrou em 2009 e já foi renovado em 2011.
Em nenhum momento eu participei de alguma negociação em relação ao locatário, o que me cabe é obedecer unicamente ao meu Bispo.
Desde que aqui cheguei tenho trabalho incansavelmente por esta cidade e o que a gente recebe de recompensa são esses comentários de pessoas que nem a coragem de se identificar tem. Mas como já disse, nós vivemos em uma democracia, portanto, fale o que quiser. Como sempre falo, sou só o Padre, que tenta fazer a sua parte de cristão e cidadão. Se o restaurante é tão bom como estão falando, se abrir em outro lugar, vai fazer o mesmo sucesso, o que eu acredito que sim. O fato é que naquele lugar será o Centro de Catequese da Paróquia, pois as crianças também merecem um local adequado para aprenderem as coisas de Deus.
Muitas dessas pessoas que aqui escrevem sem se identificar um dia vão precisar da igreja, como todo mundo um dia precisa, e eu estarei lá, pronto para atender com muita educação e respeito como sempre faço com todos que me procuram.
Concluo, respeito a opinião de todos, amo o lugar que moro, faço o possível e o impossível para melhorar o que está ao alcance das minhas mãos e em assuntos da Igreja tento ser o mais imparcial possível, tomando as decisões sempre em conselho, nunca sozinho, não me deixo ser manipulado, tenho opinião própria, porém tenho a humildade de voltar atrás quando alguém me prova que estou errado.
Não vou mais escrever ou responder coisas de pessoas que não tem a coragem de se identificar. Para ser bem sincero nem gosto de blog, mas respeito quem gosta. Para mim o assunto esta encerrado.
Deus os abençoe e proteja!
Padre Marcos

por Amigos do Jekiti

Primeiramente, padre Marcos, digo-lhe que este espaço foi criado com o objetivo de colocar minhas opiniões e fazer dele um lugar de debate sério sobre as causas antoninenses. Respeito intransigentemente todas as opiniões, inclusive as anônimas, muitas contrárias as minhas, e só censuro algumas quando atingem a honra de alguém - caso muito raro neste blog.
Embora não comungue da forma pela qual a igreja atuou e atua no mundo, não devo e não posso desconsiderá-la, caso contrário estaria desrespeitando meus próprios valores e princípios, os quais são pelas liberdades individuais, inclusive a religiosa, no caso. Não sigo seus símbolos, signos e ritos religiosos, mas aprendi a respeitá-los, devido o respeito que tenho por alguns religiosos que usaram de suas profissões de fé uma ponte para criar laços onde havia intolerância e ódio. Portanto, padre Marcos, a meu ver, a genuína missão da igreja é lutar em prol da igualdade e da dignidade humana e não como vimos recentemente alguns religiosos se tornarem um instrumento segregador contra as minorias e aos que não comungam dos seus dogmas.
Iniciando a questão do restaurante Buganvill, minha intenção foi apenas lamentar seu fechamento e pelo desemprego que iria causar, pois, como diz a máxima popular: a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Disse e repito: respeito o direito da congregação em querer utilizar o imóvel para as suas finalidades pastorais, mas devo, como um cidadão, olhar por outro prisma e não concordar com os rumos dados pela congregação católica, pelas razões expostas acima e no tópico. Minha discordância não é apenas pela falta de compromisso social da igreja, no que tange ao número de empregos diretos e inderetos que deixarão de existir em breve, mas sim pela forma simplista de que o Buganvill pode arranjar outro local e lá instalar o restaurante. Não vejo nada de impossível, é claro, mas se considerarmos as variantes desse novo empreendimento, devemos levar em conta não só o investimento, mas toda a problemática financeira e o custo social durante o longo período em que o restaurante não estiver operando. Portanto, na minha concepção, como um restaurante em Antonina não tem um retorno financeiro significativo para se investir em outro empreendimento, posso concluir que a mudança do Buganvill seria totalmente inviável.
Padre Marcos, eu não duvido do seu interesse pelas causas capelistas e pelo que fui informado você está à frente desse empreendimento de nome Antonina Weekend, o qual eu considero de grande importância para alavancar o turismo em nossa cidade, principalmente depois que a autoestima de seu povo foi abalada pela calamidade das chuvas. Não nego sua importância e influência junto a comunidade católica de Antonina e pelo que li e pude entender, você foi o responsável pelo aumentou em 400% dos rendimentos da igreja e, não querendo ser leviano, espero que todo esse sucesso junto aos dizimistas seja destinado exclusivamente às causas sociais, já que a igreja é isenta de impostos. Embora reconheça que o patrimônio da igreja é inalienável, pois muitos templos são patrimônios da humanidade, devo considerar que as doações dos dizimistas têm como objetivo o custeio desses imóveis, portanto, a igreja deve levar em consideração as necessidades da comunidade e não apenas dos seus interesses pastorais. Nesse aspecto devo lmbrar ao padre que se analisarmos as formas pelas quais a igreja construiu seu patrimônio no decorrer da história, concluiremos que muitos deles foram apropriações de bens contra os que ousaram lutar contra o poder papal.
Por fim, toda a celeuma foi explicada pelo padre ao dizer, em “claro e bom som”, adque o objetivo da Mitra é criar um centro de catequese, com o intuito de ensinar às coisas de deus para nossas crianças. Como disse, respeito sua posição, pois a igreja é a dona do local e lá deve fazer o que bem entender. Embora eu não concorde – mas ao mesmo tempo não tenho que concordar ou não, pois não sou locador e locatário – no meu ponto de vista uma negociação poderia ser iniciada através do entendimento da Mitra em relação aos transtornos para locatário e empregados, com a tentativa de encontrar outro espaço adequado para a catequese, visto o grande número de imóveis que a igreja utiliza. Mas, se por ventura, a Mitra achar inviável essa alternativa, só me resta dizer que se eu tivesse um único imóvel, eu o utilizaria com o objetivo de gerar emprego e renda, jamais para minha família rezar.
Eis nossa diferença, padre Marcos.
Luiz Henrique

segunda-feira, 6 de junho de 2011

ANTONINA QUER PASSAR UM WEEKEND COM VOCÊ


Um grupo de empresários de Curitiba se uniu a lideranças comunitárias de Antonina para incentivar a volta do turismo à cidade litorânea, prejudicado após as enchentes de março deste ano.. O evento, programado para ocorrer nos dias 18 e 19 de junho, contará com a participação direta dos profissionais da capital. O “Antonina Weekend” é a primeira ação do projeto “Viva + Antonina”, que ainda deverá abrigar outras ações.
Sete restaurantes da cidade receberão sete chefs convidados que vão desenvolver uma receita nova e cozinhar ao longo do evento. Os pratos serão desenvolvidos levando em conta os produtos típicos da região, a disponibilidade dos fornecedores locais e a estrutura das cozinhas. “Basta incrementar um pouco o cardápio para que possamos atrair mais clientes. Dá para usar os ingredientes da região e acrescentar toques pessoais, como servir o peixe em uma folha de bananeira, por exemplo”, avalia a chef Manu Buffara. Após a realização do “Antonina Weekend”, a intenção é que os pratos apresentados passem a fazer parte do cardápio fixo dos restaurantes.

O que é o Antonina Weekend?
- Chefs de cozinha de Curitiba criam uma receita exclusiva e a preparam em restaurantes da cidade.

Quando ocorre
- Dias 18 e 19 de junho.

Restaurantes de Antonina participantes e chefs convidados

- Le Bistrô – Manu Buffara (Restaurante Manu).

- Buganvil – Daniela Prosdócimo (La Table Gastronomie).

- Siri do Portinho – Ricardo Filizola e Diogo Prado (La Cucina).

- Cantinho de Antonina – Marco Antonio Araújo e Giuliano Hahn (Vindouro).

- Casa Verde – Paulino da Costa (DOP Cucina).

- Baía de Antonina – Celso Freire (Zea Maïs).

- Gusso – Geraldine Miraglia (Oli Gastronomia).

Fontes: achados do chef e Gazeta do Povo.

domingo, 5 de junho de 2011

ANTONINA PODE PERDER UM IMPORTANTE RESTAURANTE

Neste final de semana estive em Antonina. Fiz ponto no Jekiti e ali soube que o restaurante Buganvill, de propriedade de dona Any, pode fechar as portas. Realmente eu não sei os motivos, só soube que a intenção é fechar em março de 2012, mas desde já lamento, se por ventura isso ocorrer, pois o Buganvill além do seu excelente atendimento tem uma culinária de alto padrão. Num tempo em que Antonina inicia sua recuperação turística, depois de passar por uma calamidade, saber que um importante e tradicional restaurante vai encerrar suas atividades é, no mínimo, lamentável. Não lamento apenas por dona Any, mas por Antonina e, principalmente, pelo desemprego de uma dezena de funcionários.
Se os problemas são de ordem administrativa, financeiras ou pessoais, realmente eu não sei. Só sei que o espaço é de propriedade de uma congregação católica e esta, a meu ver, antes de qualquer interesse, deve levar em consideração os problemas sociais que o fechamento do Buganvill vai trazer a Antonina.
Um entedimento desses problemas é considerar que Antonina tem um bom potencial turístico e a sua culinária é referência, pois seus pratos típicos são de alta qualidade, devido ao seu caráter artesanal. Outro entendimento é que ninguém, nem mesmo a concorrência, terá vantagens com o fechamento do Buganvill, pois nenhum restaurante tem estrutura para absorver toda a demanda. Vejo também que o problema não é só o econômico e social, mas sim o da autoestima de um povo que mais uma vez verá um importante estabelecimento comercial encerrar suas atividades, como tantos outros.
Além de todas as situações expostas, teremos em Antonina um importante calendário turístico, nos dias 18 e 19/06, quando sete restaurantes irão promover o festival gastronômico "Antonina Weekend". Nesses dois dias sete chefs de cozinha de Curitiba irão desenvolver receitas especiais e prepará-las nos restaurantes de Antonina, inclusive no Buganvill, durante o evento. Esses pratos serão feitos com base nos produtos típicos de Antonina e após o festival a intenção é incluí-los definitivamente nos cardápios dos estabelecimentos locais.
Sem dúvida alguma esse festival será um sucesso, mas o contraditório de tudo isso é a notícia do fechamento do excelente Buganvill, em meio à revitalização do turísmo de Antonina.
Vá entender!

domingo, 27 de março de 2011

OS VALORES CONTRADITÓRIOS DO CARNAVAL DE ANTONINA

Tempos atrás, falando da cultura do nosso povo, escrevi sobre a necessidade de mudar o atual modelo do carnaval de Antonina. Sem dúvida alguma nosso carnaval é reconhecidamente um dos melhores do Paraná, devido ao seu caráter lúdico. Essa ludicidade está diretamente ligada à tradição, cujas características principais são a espontaneidade do povo e a luta da comunidade em manter viva sua cultura carnavalesca. Nossos blocos tradicionais são a essência da nossa cultura, porque muitos deles ainda mantêm as mesmas raízes dos seus fundadores, como no caso do Apinagés e Boi do Norte. Esses dois blocos, em conjunto com as “escandalosas” e outros blocos de sujos que saem na segunda-feira, a meu ver, são os símbolos da nossa cultura carnavalesca. Embora migrada, isto é, trazida de outras regiões por pessoas motivadas pelo desenvolvimento econômico, não a descaracteriza, pois essas pessoas criaram raízes em nossa cidade e muitos dos seus descendentes são os responsáveis em manter a tradição. Outro fator que incentivou nossa manifestação artística foi a passagem das várias companhias de teatro que, a caminho da Argentina, atracaram em nosso porto para apresentações no teatro municipal. Se refletirmos sobre essas referências, concluiremos que nossa cultural carnavalesca está diretamente ligada ao desenvolvimento da cidade, época em que o porto, o Matarazzo e as empresas de exportação alavancavam nossa economia. Esse fator, embora tenha fortalecido o carnaval, desencadeou praticamente o desaparecimento da nossa cultura artística mais genuína: o fandango. As consequências do êxodo rural, a meu ver, foram a razão principal do esquecimento do fandango, pois as gerações seguintes daqueles que mantinham viva essa cultural a substituíram por outra, no caso, pelo carnaval.
Com o aparecimento das rádios e seus programas de auditório, outro fenômeno ganhou força no carnaval de Antonina. Coincidência ou não a mídia de então influenciou diretamente a transformação de muitos blocos em Escolas de Samba, nos anos 40, seguindo o mesmo modelo de desfile dos blocos, isto é, desfilando pelas ruas sem o rigor dos dias atuais. Com o advento da organização dos concursos de escolas de samba carioca, primeiro na Avenida Getúlio Vargas, depois na Sapucaí, as escolas antoninenses aderiram ao mesmo modelo e o povo que era parte integrante da festa passou a ser mero espectador.
Mas a tradição genuína ainda se mantém viva na segunda-feira, dia em que os blocos de sujos e “escandalosas” seguem os mesmos rituais de outrora, dia em que todos se tornam parte integrante da festa. Se analisarmos a fundo essa questão, veremos que alguns personagens, blocos e outras formas de manifestação ainda seguem suas culturas carnavalescas e, queiram ou não, para mim são os verdadeiros representantes do nosso carnaval. Vocês talvez me questionem sobre o sábado, dia em que alguns blocos, como o Apinagés e Boi do Norte, saem, e eu vos digo: Embora esses blocos mantenham o nome e algumas peculiaridades tradicionais, a meu ver, descaracterizaram-se dos seus padrões culturais, tanto nos rituais, como no aspecto estético.
Outro fator que prova a importância do carnaval da segunda-feira é a quantidade de pessoas que comparecem na “avenida”. Sem precisar de um meio sofisticado de aferição, identificamos que em comparação ao sábado e domingo, o público praticamente dobra na segunda-feira e essa razão tem tudo a ver com o interesse que o povo tem de ser peça integrante da festa. Se analisarmos o sucesso do carnaval da Bahia e Recife, o renascimento dos blocos de rua no carnaval do Rio de janeiro, cuja tradição voltou neste ano, na certa nós sentiremos essa relevância, pois, como no caso das festas religiosas, o povo, além de querer ser participante, quer que seu contexto histórico-cultural seja respeitado.
Mas em seu contexto há questões que precisam ser revistas. O espaço, por exemplo, já não comporta o número de pessoas que vão assistir às escolas e muito menos para os tradicionais blocos que saem na segunda-feira. Neste carnaval muitos blocos tiveram que buscar outros lugares, pois a “avenida”, em boa parte, estava tomada pelo concurso das “escandalosas”.
Em relação ao pequeno espaço que se tornou a Carlos Gomes, sei que não estou contando novidades, pois há anos já existe essa discussão para ampliar o espaço do carnaval, inclusive mudá-lo de lugar. Essa questão só será possível se o município tiver capacidade de investimento e isso nós sabemos que Antonina não tem. Outra possibilidade é via orçamento federal ou parceria com a iniciativa privada, sendo a primeira mais viável. A segunda opção é a mais difícil devido à exigência de mercado, isto é, do retorno financeiro sobre o que fora investido.
Como vimos há possibilidades, mas caso não seja possível nenhuma das opções acima, cabe à administração atual rever os critérios de acomodação do público assistente e dos blocos que saem na segunda-feira. Embora saibamos das dificuldades de logística é possível criar espaços adequados para aqueles que desejam assistir ao desfile de domingo de maneira mais confortável. Arquibancadas com ingresso pago e banheiro exclusivo são possibilidades não só de acomodação do turista como também de geração de receita. Outra possibilidade, nesse caso para a segunda-feira, é utilizar outro espaço para o concurso das escandalosas, com o intuito de liberar a “avenida” para os blocos de sujos tradicionais, bem como promover e explorar os outros espaços comerciais. Outra questão a ser revista é a falta de uma programação mais ampla, isto é, utilizar horários alternativos para as manifestações populares. O período da tarde pode ser utilizado por bandas carnavalescas, como acontece no Rio de Janeiro com a Banda de Ipanema. Aposto que essa medida além de ampliar a festa permitirá que o comércio tenha outro meio de arrecadação, bem como dar ao turista mais opção para se divertir.
Provavelmente haja outras saídas e este espaço está aberto para sugestões. Embora saiba que tudo depende de dotação orçamentária, acredito que algumas melhorias podem ser implantadas com poucos recursos. O que não se pode é continuar com esse modelo anacrônico, inflexível e que não oferece conforto ao público, nem condições para as manifestações populares. As alternativas estão aí e acredito outras surgirão, é só uma questão de visão e espírito público daqueles que tem a incumbência de gerir nossa maior festa popular.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O JEKITI FICOU CHEIROSO E LIMPINHO

Amigos, não é ritual religioso como a lavagem do Bom Fim. É simplesmente um banho merecido que nosso Jekiti ganhou dos amigos João Garça, Rute, Sonia e Kiko (Tilili).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

UM MONUMENTO A PATRULHA TOURO

Para quem acompanha as postagens da Odisséia da Patrulha Touro começa a conhecer a ousadia e espírito cívico dos cinco escoteiros que foram a pé ao Rio de Janeiro entregar uma mensagem ao Presidente Getúlio Vargas para reabrir o Porto de Antonina. Fatos como esse, a meu ver, devem ser eternizados através de um monumento e incluídos como currículo escolar no município. 
Em conversas preliminares com alguns amigos artistas plásticos sobre o material a ser utilizado, houve praticamente uma unanimidade de que o melhor material seria o cimento, por este ter menor custo e mais durabilidade que o bronze, por exemplo. Outro fator relevante é a definição do diagrama do monumento, no qual devem constar as medidas e os materiais que devem ser utilizados. Depois de definidos estes parâmetros, detalhar os objetivos do projeto e a forma pela qual serão angariados recursos junto à comunidade e às empresas patrocinadoras, para depois apresentarmos à prefeitura para que defina o local.
Para concretizarmos esse intento é preciso que a comunidade reúna esforços para viabilizar a construção desse monumento e através dele perpetuar a memória desses cinco heróis antoninenses que tanto fizeram pela nossa cidade. Para isso este blog está aberto aos interessados que queiram expor suas idéias para que encontremos a melhor fórmula de concretizarmos este projeto.

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento