Parte 2
AÇÕES COORDENADAS
Olhamos para nossa dor como se ela fosse a única. Nossa visão para dentro da nossa bolha reflete o quanto estamos despreparados, com razão, para enfrentar problemas mais sérios. Não estou aqui culpando administrações, pois ninguém seria capaz de imaginar que tal calamidade poderia acontecer em nosso litoral. Quando pedimos ajuda para Antonina, pedimos porque é a nossa cidade, porque a nossa gente está sofrendo, mas esse pedido carece de uma analise mais profunda e realista da situação das cidades atingidas.
As propostas que li no blog do Bó (clique para ler) é um caminho e elas, naturalmente, seguirão um trâmite para chegar às mãos de quem tem a capacidade e poder de decisão. Porém, para qualquer medida, antes é preciso um conjunto de ações coordenadas com o intuito de captar recursos para as devidas necessidades e estudos. Toda ajuda e propostas passam por certas regras e estas devem seguir não só o critério solidário, como também o político, sendo este o mais importante. Digo ser o mais importante porque cada cidade atingida pela calamidade tem suas lideranças e estas são os instrumentos de aquisição de recursos. Mas para isso deve haver uma estratégia e esta deve passar, em primeiro lugar, pela união das forças políticas locais. Como cada cidade atingida tem problemas em comum, a maneira mais eficaz de captar os recursos é através da criação de um consórcio, cuja atribuição é coordenar as ações necessárias, devido aos trâmites burocráticos e às determinantes legais.
As propostas que li no blog do Bó (clique para ler) é um caminho e elas, naturalmente, seguirão um trâmite para chegar às mãos de quem tem a capacidade e poder de decisão. Porém, para qualquer medida, antes é preciso um conjunto de ações coordenadas com o intuito de captar recursos para as devidas necessidades e estudos. Toda ajuda e propostas passam por certas regras e estas devem seguir não só o critério solidário, como também o político, sendo este o mais importante. Digo ser o mais importante porque cada cidade atingida pela calamidade tem suas lideranças e estas são os instrumentos de aquisição de recursos. Mas para isso deve haver uma estratégia e esta deve passar, em primeiro lugar, pela união das forças políticas locais. Como cada cidade atingida tem problemas em comum, a maneira mais eficaz de captar os recursos é através da criação de um consórcio, cuja atribuição é coordenar as ações necessárias, devido aos trâmites burocráticos e às determinantes legais.
Não afirmo que o viés político é o único caminho, embora considere o principal. A sociedade civil organizada tem um papel fundamental subsidiando o consórcio com informações, propostas e levantamentos, principalmente aqueles que sofreram e sofrem com a calamidade. A situação dos desabrigados, infelizmente não é o único problema a ser pensado e resolvido. Há também o impacto social e econômico - este pela demora do escoamento da safra de soja, aquele pela crise do turismo. Como a economia do litoral depende das estradas é imperativo que se priorize a reparação das vias de acesso e depois se estude outras alternativas mais seguras (Interportos e uma nova ligação com a BR 116).
Em relação a crise do turismo, imediatamente as entidades responsáveis devem elaborar ações, promoções e subsidiar as autoridades com o intuito de adotarem medidas emergências para a sobrevivência dos seus negócios e, consequentemente, a garantia de trabalho dos seus empregados. É obvio que as propostas devem partir da administração local em conjunto com a Aestur, com o intuito de levá-las ao Governo do Estado e, através da secretaria de turismo, desencadear ações pertinentes para sobreviver a crise.
Portanto, a situação é grave, pois cada ação está condicionada a outra e levará tempo para as coisas entrarem nos eixos. Mas esse tempo exige algumas condicionantes e a principal delas é a estratégia a ser adotada para a chegada desses recursos, cuja premissa está nas ações coordenadas das lideranças políticas da região.






