"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

AS BESTAS TRIUNFANTES

Inconformado ainda com o assassinato da indiazinha eu recorri aos meus alfarrábios morais para me ajudarem a entender o que leva o “ser humano” a cometer tamanha violência. Mas sei que não vou encontrar soluções, apenas alguns apócrifos, que talvez sirvam como alento de esperança no homem.
O assassinato dessa menina não é um fato isolado, infelizmente, e nem representa uma desesperança na humanidade; ele é sim a anatomia de um crime forjada por essa ideologia totalitária – política, religiosa e social – que inibe as pessoas de pensarem por si próprias e, consequentemente, avaliarem a imoralidade das suas ações.
Alguns podem discordar, mas a base da nossa civilização e todo contexto histórico e cultural das atrocidades humanas passam pelas lides da política e da religião. Não vou aqui fazer com que os leitores se enfastiem com os vilipêndios cometidos em nome de Deus e do Estado e nem dissecar os meandros da mente humana para encontrar a essência da sua bestialidade. Porém, não posso negar que tanto a essência como a miséria são fatores que podem levar a violência, mas ambas são efeitos e não a causa, isto é, são processos secundários da complexidade da mente humana que inibe a moral e a consciência e dá lugar à servidão cega, pois tudo deve ser feito em nome da ideologia.
Se analisarmos a fundo as últimas declarações de Bento 16 sobre ser contra o casamento homossexual e ainda afirmar que tal relação põe em risco o futuro da humanidade, concluiremos que muitos católicos concordarão com o papa, mas é bem possível que não avaliarão a provável imoralidade do discurso e muito menos o significado de direito á cidadania, pela simples razão que a ideologia o faz por eles.
Para quem leu a obra da socióloga Hannah Arent, As Origens do Totalitarismo, e ou Crime e Castigo, de Dostoievski e assistiu ao filme ou leu livro A Laranja Mecânica, concluirá que a coerção ideológica é um fator desencadeante da violência e, agregada à obscuridade da mente humana, podem se tornar um gatilho que disparará o tiro de misericórdia. Todas essas obras mostram que o indivíduo não só perde a condição de olhar as coisas pela perspectiva do outro, como também, pela mesma relação, apresenta muita indisposição em se comprometer com o pensamento moral, em suma: não se colocam no lugar do outro. 
Os assassinos da indiazinha são esse tipo de gente que seguem uma ideologia de forma cega e atuam conforme seus ditames. Aposto que esses assassinos têm família e aparentemente não devem ter no dia-a-dia uma atitude sádica e monstruosa e nem apresentam uma ameaça para a sociedade. Igual a eles foram os seguidores do nazismo, do fascismo e de tantas outras facções políticas e religiosas, responsáveis pela transformação de pacatos cidadãos numa espécie de subproduto ideológico, que os impedia de pensarem por si mesmos e, consequentemente, avaliarem moralmente os seus atos.
É de lamentar e muito a morte da pequena índia, mas também é de lamentar essa nossa sensação de desperdício que carregamos dentro dos nossos corações e mentes e que ainda nos faz crer no futuro da humanidade, mesmo vendo e sabendo que as bestas triunfantes continuarão nos vendendo pela banalidade do mal.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

OLHO NO OLHO

Como de costume posto alguns comentários que considero pertinentes para um bom debate sobre as causas de Antonina. Abaixo coloco as justificativas do padre Marcos sobre a locação do imóvel ao restaurante Bunganvill, cujo contrato foi feito pela Mitra Diocesana. Logo após as colocações do padre Marcos, exponho as minhas sobre o caso.

por padre Marcos
Considerando tantos comentários infundados, sem conhecimento de causa, resolvi s. esclarecer algumas coisas. Não sou muito de escrever em blog, gosto de olho-no-olho, mas como quem aqui escreve não se identifica, esclareço:
Quem pediu o prédio não foi a Igreja católica de Antonina, mas sim, a Mitra Diocesana. Foi feito o pedido em janeiro de 2011 para ser entregue em março de 2011 (conforme manda a lei, 3 meses de antecedência), mas como houve muita reclamação por parte do locatário, resolveu-se dar um ano de prazo para que o mesmo fosse entregue. Tudo dentro da lei.
Desde que aqui cheguei, em abril de 2008, senti a necessidade de providenciar um Centro de Catequese para as Crianças e depois de dois anos, iria comprar um terreno para construir, porém, ao falar com o Bispo, ele disse que a Mitra pediria a devolução do prédio onde está o Restaurante, portanto, que não era necessário comprar terreno e nem construir.
Em relação a alguns comentários digo, estão no direito de vocês, pois vivemos em uma democracia, vocês podem falar e pensar o que quiser, porém, como não tenho sangue de barata digo: quando aqui cheguei a Paróquia tinha menos de cem dizimistas hoje são quase quatrocentos, não sou unanimidade graças a Deus, pois toda unanimidade é burra.
Para o governo de quem escreveu sem se identificar, que eu expulsei pessoas da igreja, entenda, em toda Paróquia tem um Conselho que deve ser renovado a cada dois anos, e simplesmente, se renovou aquele conselho, bem como, o conselho que entrou em 2009 e já foi renovado em 2011.
Em nenhum momento eu participei de alguma negociação em relação ao locatário, o que me cabe é obedecer unicamente ao meu Bispo.
Desde que aqui cheguei tenho trabalho incansavelmente por esta cidade e o que a gente recebe de recompensa são esses comentários de pessoas que nem a coragem de se identificar tem. Mas como já disse, nós vivemos em uma democracia, portanto, fale o que quiser. Como sempre falo, sou só o Padre, que tenta fazer a sua parte de cristão e cidadão. Se o restaurante é tão bom como estão falando, se abrir em outro lugar, vai fazer o mesmo sucesso, o que eu acredito que sim. O fato é que naquele lugar será o Centro de Catequese da Paróquia, pois as crianças também merecem um local adequado para aprenderem as coisas de Deus.
Muitas dessas pessoas que aqui escrevem sem se identificar um dia vão precisar da igreja, como todo mundo um dia precisa, e eu estarei lá, pronto para atender com muita educação e respeito como sempre faço com todos que me procuram.
Concluo, respeito a opinião de todos, amo o lugar que moro, faço o possível e o impossível para melhorar o que está ao alcance das minhas mãos e em assuntos da Igreja tento ser o mais imparcial possível, tomando as decisões sempre em conselho, nunca sozinho, não me deixo ser manipulado, tenho opinião própria, porém tenho a humildade de voltar atrás quando alguém me prova que estou errado.
Não vou mais escrever ou responder coisas de pessoas que não tem a coragem de se identificar. Para ser bem sincero nem gosto de blog, mas respeito quem gosta. Para mim o assunto esta encerrado.
Deus os abençoe e proteja!
Padre Marcos

por Amigos do Jekiti

Primeiramente, padre Marcos, digo-lhe que este espaço foi criado com o objetivo de colocar minhas opiniões e fazer dele um lugar de debate sério sobre as causas antoninenses. Respeito intransigentemente todas as opiniões, inclusive as anônimas, muitas contrárias as minhas, e só censuro algumas quando atingem a honra de alguém - caso muito raro neste blog.
Embora não comungue da forma pela qual a igreja atuou e atua no mundo, não devo e não posso desconsiderá-la, caso contrário estaria desrespeitando meus próprios valores e princípios, os quais são pelas liberdades individuais, inclusive a religiosa, no caso. Não sigo seus símbolos, signos e ritos religiosos, mas aprendi a respeitá-los, devido o respeito que tenho por alguns religiosos que usaram de suas profissões de fé uma ponte para criar laços onde havia intolerância e ódio. Portanto, padre Marcos, a meu ver, a genuína missão da igreja é lutar em prol da igualdade e da dignidade humana e não como vimos recentemente alguns religiosos se tornarem um instrumento segregador contra as minorias e aos que não comungam dos seus dogmas.
Iniciando a questão do restaurante Buganvill, minha intenção foi apenas lamentar seu fechamento e pelo desemprego que iria causar, pois, como diz a máxima popular: a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Disse e repito: respeito o direito da congregação em querer utilizar o imóvel para as suas finalidades pastorais, mas devo, como um cidadão, olhar por outro prisma e não concordar com os rumos dados pela congregação católica, pelas razões expostas acima e no tópico. Minha discordância não é apenas pela falta de compromisso social da igreja, no que tange ao número de empregos diretos e inderetos que deixarão de existir em breve, mas sim pela forma simplista de que o Buganvill pode arranjar outro local e lá instalar o restaurante. Não vejo nada de impossível, é claro, mas se considerarmos as variantes desse novo empreendimento, devemos levar em conta não só o investimento, mas toda a problemática financeira e o custo social durante o longo período em que o restaurante não estiver operando. Portanto, na minha concepção, como um restaurante em Antonina não tem um retorno financeiro significativo para se investir em outro empreendimento, posso concluir que a mudança do Buganvill seria totalmente inviável.
Padre Marcos, eu não duvido do seu interesse pelas causas capelistas e pelo que fui informado você está à frente desse empreendimento de nome Antonina Weekend, o qual eu considero de grande importância para alavancar o turismo em nossa cidade, principalmente depois que a autoestima de seu povo foi abalada pela calamidade das chuvas. Não nego sua importância e influência junto a comunidade católica de Antonina e pelo que li e pude entender, você foi o responsável pelo aumentou em 400% dos rendimentos da igreja e, não querendo ser leviano, espero que todo esse sucesso junto aos dizimistas seja destinado exclusivamente às causas sociais, já que a igreja é isenta de impostos. Embora reconheça que o patrimônio da igreja é inalienável, pois muitos templos são patrimônios da humanidade, devo considerar que as doações dos dizimistas têm como objetivo o custeio desses imóveis, portanto, a igreja deve levar em consideração as necessidades da comunidade e não apenas dos seus interesses pastorais. Nesse aspecto devo lmbrar ao padre que se analisarmos as formas pelas quais a igreja construiu seu patrimônio no decorrer da história, concluiremos que muitos deles foram apropriações de bens contra os que ousaram lutar contra o poder papal.
Por fim, toda a celeuma foi explicada pelo padre ao dizer, em “claro e bom som”, adque o objetivo da Mitra é criar um centro de catequese, com o intuito de ensinar às coisas de deus para nossas crianças. Como disse, respeito sua posição, pois a igreja é a dona do local e lá deve fazer o que bem entender. Embora eu não concorde – mas ao mesmo tempo não tenho que concordar ou não, pois não sou locador e locatário – no meu ponto de vista uma negociação poderia ser iniciada através do entendimento da Mitra em relação aos transtornos para locatário e empregados, com a tentativa de encontrar outro espaço adequado para a catequese, visto o grande número de imóveis que a igreja utiliza. Mas, se por ventura, a Mitra achar inviável essa alternativa, só me resta dizer que se eu tivesse um único imóvel, eu o utilizaria com o objetivo de gerar emprego e renda, jamais para minha família rezar.
Eis nossa diferença, padre Marcos.
Luiz Henrique

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ANONIMATO NA INTERNET

Do Blog da Cidadania
Durante a campanha eleitoral do ano passado, foram surgindo exemplos de abusos cometidos através da internet e não só contra candidatos, mas, também, contra homossexuais, negros, nordestinos, mulheres e até contra a presidente da República, Dilma Rousseff.
Esses fatos geraram uma discussão pública sobre a possibilidade de se usar o anonimato na rede para cometer crimes de toda sorte. A sociedade assiste, perplexa, a internet ser usada de uma forma que pode até destruir vidas. Surgem, pois, idéias sobre controle.
Essa discussão levanta uma militância aguerrida que luta exatamente pelo oposto, ou seja, para que a internet seja território livre de qualquer tipo de controle, pois grandes grupos econômicos e os países ricos quereriam mesmo é censurar, valendo-se daqueles que sentem medo de um meio de comunicação que pode se converter em arma.
Há um argumento fortíssimo a favor dos que repelem com fervor qualquer tipo de ameaça ao anonimato: o Wikileaks, por exemplo, não existiria sem os anônimos que contribuem consigo. Mesmo que a guarda do registro dos internautas fique com o Estado, países como os EUA poderiam retaliar as fontes de Julian Assange.
Surge um dilema, pois. Como tornar a internet mais segura, coibindo pregações nazistas contra negros e homossexuais ou proposições de linchamento moral e até físico contra pessoas, que podem despertar loucuras latentes, sem retirar o que tem de melhor na rede, a liberdade de expressão?
A militância contra o controle sobre a internet não admite lei específica nenhuma. É uma postura que lembra a dos grandes meios de comunicação, que não admitem qualquer tipo de intervenção do Estado sobre uma atividade que é exercida inclusive sob sua concessão.
À primeira vista, porém, os dois lados parecem estar certos. Contudo, um deles deve estar errado, ainda que boa parte dos seus argumentos seja válida.
Há várias denúncias de que gente como o banqueiro Daniel Dantas costuma processar qualquer leitor de blog que lhe faça críticas políticas e decorrentes de acusações públicas contra si. Mesmo não ganhando, constrange quem quiser criticá-lo.
Por outro lado, neonazistas montam perfis em redes sociais e vão crescendo aos milhares de seguidores com pregações racistas, xenofóbicas e homofóbicas; mulheres são difamadas por companheiros frustrados; crianças são aliciadas por pedófilos; golpes múltiplos são aplicados.
Em primeiro lugar, o que se precisa determinar é se o crescimento dos crimes citados no parágrafo anterior é parelho com o crescimento da internet no Brasil. A sensação de que tais crimes aumentam pode decorrer meramente da rápida inclusão digital que ocorre no país.
Mas e se os crimes de anônimos estiverem crescendo além da inclusão digital? Não significará que os controles existentes não estão funcionando e que, para permitir o anonimato do bem, pavimenta-se o caminho do anonimato do mal?
Se o crescimento dos crimes for menor do que o da inclusão digital haverá apenas que dotar de maiores recursos as instâncias policiais e judiciais existentes. Do contrário, haverá, sim, que discutir leis que possibilitem identificar pedófilos, neonazistas, golpistas e difamadores mais facilmente.
A sociedade tem o direito de fazer essa escolha conscientemente, sendo colocada diante dela em um plebiscito, por exemplo. Queremos uma liberdade de expressão que se converta em liberdade de destruição? Quem tem o direito de falar por todos, nesse caso?
Os que militam em defesa do atual nível de anonimato na internet precisam se dispor ao diálogo e ao debate, bem como os que temem esse anonimato por facilitar crimes de todo tipo.
Ninguém ganhará um debate como esse no grito. Pode ser travado em clima de boa vontade ou de confronto, mas será travado – quer queiram, quer não. Entendo, porém, os militantes da causa da liberdade na rede. Não os culpo pela paixão, pois sou apaixonado por minhas causas.
Todavia, como já disse, o limite da liberdade de cada um é o direito do outro. E não se pode tentar intimidar quem pensa diferente difamando-o ou patrulhando-o, fazendo-lhe acusações só por discutir o que não se quer.
O patrulhamento do pensamento alheio não pode ser usado para pregar liberdade de expressão. Criar-se-ão, cada vez mais, milícias virtuais destinadas a intimidar quem ouse discordar desses grupos.
Sempre que surgem essas anomalias, as vítimas do patrulhamento vão ficando pelo caminho e em determinado ponto se tornam tantas que acaba sendo possível fazer leis mais duras do que o necessário.
Visando o aprofundamento nessa questão, ao fim desta semana participarei de uma reunião com militantes da causa do anonimato na rede. Em seguida, participarei de encontro com defensores da sua maior normatização.
O que deve valer, em uma discussão dessa importância, não são as pessoas, mas o interesse coletivo. Não importa quem defende o que. É uma discussão que deve permanecer aberta e que, acima de tudo, tem que ser travada.Não se pode aceitar o argumento de que propor tal discussão significa “fornecer combustível” para um dos lados. É um argumento antidemocrático que vem sendo usado pela grande mídia para se apropriar de concessões públicas e agir como partido político.

E A LUTA POR CARGOS NO PORTO DE ANTONINA CONTINUA...

A PRAÇA BINO - JARDIM MARIA LUIZA

Como todos sabem há um projeto de revitalização da Praça do Jardim Maria Luiza, onde a prefeitura realizará obras com o intuito de transformá-la num espaço de esporte e lazer. Quero deixar bem claro que não sei os meandros licitatórios e muito menos os detalhes do projeto. Mas isso, a meu ver, pouco interessa, pois minha intenção é discutir a importância e viabilidade do projeto, bem como a ideia de fechar o principal acesso do bairro, o qual é pela Rua Lauro do Brasil Loyola.
Percebo que alguns moradores não concordam com a mudança do acesso pelo Colégio Gil Feres, por conta da maior distância a ser percorrida. Outro fator projetado é a desconfiança de alguns moradores sobre a falta de uma política de segurança, sem a qual o espaço se tornaria um local de concentração de vândalos e usuários de droga.
De antemão, acrescento que o referido projeto trará muito mais benefícios aos moradores do Jardim Maria Luiza, pois, segundo o projeto, ali se instalará um academia ao ar livre, uma pista de caminhada e Cooper e vários projetos urbanísticos. Em minha opinião a mudança do acesso principal para outro local não é problema, uma vez que a pista de atletismo deve ser contínua, isto é, obedecer a critérios que permitam a prática esportiva de maneira adequada. Quanto à segurança da praça, essa deve ser a condição sine qua non para àqueles que têm a responsabilidade de gerir parques e demais espaços públicos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PELA SOBERANIA DO PORTO DE ANTONINA

Nos últimos anos, principalmente na administração de Requião, vimos o porto de Antonina perder sua movimentação. Não conheço seus meandros e nem os motivos pelos quais o governador tomou medidas contra o interesse dos antoninenses. Com Pessuti parace-me que a coisa melhorou um pouco e agora com a posse do governador Beto Richa, Antonina pode ficar alijada do processo político/administrativo por conta da nomeação de Airton Maron para a superintendência da APPA. 
É preciso não esquecer que Beto Richa esteve em Antonina, foi um "fervoroso fiel" de Nossa Senhora do Pilar, andou, pra cima e pra baixo, com alguns políticos locais, distribuiu abraços e beijinhos e entregou sua proposta de governo para os antonineneses.
Todos sabem que o Porto de Antonina, administrado pela autarquia estadual, é uma concessão do Governo Federal ao Governo do Paraná, e que há anos vem sofrendo com a política discriminatória da APPA. Portanto, para que possamos dar novos rumos ao Porto de Antonina, abro este espaço com o intuito de discutirmos as possibilidades de emancipação do nosso terminal da administração da APPA.
(liberado para anônimos)

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O QUE SERÁ, QUE SERÁ?

Rendo-me às opiniões de alguns para eu não permitir comentários anônimos no blog. Minha negativa a respeito se mantinha na idéia de que as opiniões eram muito mais importantes que a identificação das pessoas, bem como, possibilitar àqueles que, por timidez ou por constrangimento, pudessem se expressar de maneira mais livre. Porém, a partir do momento que entram aqui para destratar um amigo que nem sequer tem responsabilidade alguma com as publicações deste blog, os comentários só poderão ser aceitos com a devida identificação, através da conta do acompanhante.
Para mim torna-se difícil entender os motivos pelos quais uma pessoa se utiliza do anonimato para se expressar aqui. Este blog jamais ofendeu alguém, desrespeitou o posicionamento de alguém e muito menos atacou, covardemente, algum posicionamento político, religioso ou de cunho moral. Cá com meus botões, fico aqui a imaginar o que uma pessoa, que se esconde no anonimato, faria se estivesse no poder?
Acho que Chico explicaria isso, com O que será que será:
Que andam suspirando pelas alcovas?
Que andam sussurrando em versos e trovas?
Que andam combinando no breu das tocas?
Que anda nas cabeças? Anda nas bocas?
Que andam acendendo velas nos becos?
Estão falando alto pelos botecos?
E gritam nos mercados?
Que com certeza está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza, nem nunca terá!
O que não tem conserto, nem nunca terá!
O que não tem tamanho...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O JEKITI É ELEITO PELO "CÍCERO" O REDUTO GAY DE ANTONINA

Cicero diz,

Essa é a mais pura caracterização esse bosta de Cequinel,essa cambada que fica aí nesse jiquiti são de uma geração de antoninenses que nunca fez nada pela cidade filhinhos de papai que foram estudar em Curitiba e hoje aposentados estão ai nesses blogs de merda fazendo o mesmo.Plaiboizinhos que não cresceram e continuam se achando melhor que os outros. Elite bichistica querendo se vestir de povo. Vergonha,Vergonha. Se Antonina é o que é hoje é porque vcs foram omissos e cagões receberam tudo de mão beijada dos seus pais e não fizeram nada pela cidade.
Resumindo vc é mais um desses jaguaras metidos a rico,que na plenitude da sua acomodação e sossego de vez em quando quer dar uns pitacos nos assuntos da cidade.
Dando uma olhada nesses blogs da cidade vi que só tem porcaria agora o teu e esse jiquiti são o cúmulo da idiotice, não lhe batem um sentimento de vergonha escrevendo essas bobagens tipo merda, foda, isso é coisa de boiola escondido no armário.Esse tipo de coisa que voces tem para acrescentar para os mais jovens?É isso que voces aprenderam na vida?É por isso que Antonina está desse jeito, voces são um zero a esquerda. Vergonha.

RESPOSTA AO "CÍCERO"
Caro Cícero, eis a prova de tudo que você falou a meu respeito. Realmente o Jekiti é um reduto "bichístico"... Que tal você juntá-la ao seu dossiê, cheio de intolerância e ódio, e propor minha excomungação pela "bichice" e por ter votado na Dilma?
Só rindo, mesmo... hahaha!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CAMPANHA CONTRA O COMPLEXO DE VIRA-LATA CAPELISTA

Tenho a nítida impressão que o antoninense tem uma relação de amor e ódio com a sua cidade. Assim é em todas as nossas relações afetivas, pois a gente só briga e brinca com aqueles que nos são importantes. Muitas vezes deixamos de enxergar qualidades naquele que está ào nossa lado e às vezes o atacamos, com fúria, sem que percebamos o quanto estamos sendo injustos. Isso se configura pela intimidade, pelo desejo que temos de moldar o outro de acordo com a nossa maneira de ser e de pensar. Essa postura que adotamos com amigos, cônjuge e filhos, nada mais é que uma maneira torta de dizermos a eles o quanto nos importamos e os queremos bem. A relação do antoninense com Antonina é assim - uma espécie de amor visceral que muitas vezes nos cega e nos distancia do real sentimento por nossa cidade. Não falo em amor condicional, pois minha relação com Antonina não é apaixonada, portanto não é cega. Não coloco Antonina acima de tudo, pois jamais a colocarei acima dos meus princípios éticos, valores e moral, muito menos acima da minha família. O amor que sinto por Antonina é racional - exceto quando alguém de fora é injusta com ela -, mas posso odiá-la, ás vezes, quando a vejo distante do que ela poderia ser. O fato de enxergar Antonina com meus olhos de adulto, não me distancia de quando eu a enxergava na infância, pois ela, para mim, ainda é engraçada, romântica e patética. Portanto, minha humilde pretensão neste momento, é valorizá-la, sem o amor cego, sem ufanismo, sem  a exaltação daqueles que amam e não agem, porque amor para mim é atitude.
Viva Antonina!
Viva o povo antoninense!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

OUTRA VISÃO SOBRE O ATUAL MOMENTO NO RIO

COPIADO DO BLOG MARIA FRO

O deputado Marcelo Freixo deu uma entrevista nesta quinta-feira (25/11) na GloboNews afirmando o óbvio: o número de pessoas portando fuzis não chega a 1% dos moradores. Ele costuma ironizar: “Eu gostaria que no parlamento fosse a mesma coisa: menos de 1% envolvido com o crime. Infelizmente não é assim, mas na favela é”. A polícia tem que agir com responsabilidade diante destes cidadãos. Enquanto isso telespectadores igualmente fascistas comentam pela internet: “Tem que entrar mesmo e enfrentá-los”. De quem estamos falando?
Freixo, focado na solução do problema, lembra: “Armas não são produzidas nas favelas. Eles vieram de algum lugar. Quantas ações policiais foram feitas na Baía de Guanabara? Quantas foram realizadas no Porto? Eu não me lembro de nenhuma”. É uma constatação que deixa todos os “notáveis” comentadores políticos envergonhados, pois só sabem falar abobrinhas sobre a “coragem” dos policiais em “enfrentar” o crime organizado. Estão focados na política burra do confronto.
Freixo lembrou ainda, na entrevista de hoje, que essas áreas pertencem ao tráfico de drogas. A área das milícias, conforme descrito anteriormente neste artigo, não foram tocadas – e tão somente por isso não estão reagindo. “Vamos lembrar que esses eventos já aconteceram próximo ao réveillon de 2006. O problema não é esse. A questão é que o setor de inteligência no Rio de Janeiro é muito falho. Para constatar isso basta visitar a DRACO [Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Rio de Janeiro]”, concluiu Freixo.
Agora, muito pertinentemente alguém poderia se perguntar: e os movimentos sociais nisso tudo? Eles não possuem meios para se comunicar, portanto não fazem parte do cenário político. É tão simples quanto é trágico.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Secretário defende licitação da Interportos no final do governo

ANTONINA - O menor trecho do projeto está no edital de Antonina prevendo a implantação em pista dupla e parcialmente elevada entre o Porto de Antonina e a BR-277 com 8,9 km.

O secretário dos Transportes, Mario Stamm, defendeu a licitação de R$ 27 milhões para a Rodovia Interportos nos últimos dias do atual governo.
O governador Orlando Pessuti lançou o edital da licitação no dia 4 de novembro e pretende escolher a empresa vencedora no dia 20 de dezembro, pouco mais de uma semana antes de transmitir o cargo para o governador eleito, Beto Richa. O custo da obra, que inclui uma ponte de 800 metros sobre a baía de Guaratuba e uma pista elevada em Antonina já ultrapassa a estimativa de R$ 1 bilhão.
O futuro líder de Beto Richa na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, criticou a pressa de Pessuti em comprometer o futuro governo com projetos e despesas.
Na quinta-feira (18) Stamm defendeu a “herança” durante reunião do Conselho da Autoridade Portuária do Porto de Paranaguá (CAP).
“É obrigação do Governo elaborar projetos viários que atendam a economia estadual, que respeitem o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental e que tenham como termo de referência a integração multimodal e o atendimento aos terminais marítimos”, disse o secretário á Agência Estadual de Notícias.
“É uma boa herança que o Governo de Orlando Pessuti deixará para seu sucessor. É um projeto de Estado e não de Governo, por atender uma demanda econômica e por propiciar o desenvolvimento social”, disse Stamm.
O secretário esclareceu aos membros do CAP que a Rodovia Interportos precisa de aproximadamente 24 meses para a elaboração do projeto, que incluirá detalhados estudos ambientais em regiões como do novo acesso à Antonina à partir da BR-277, com a construção da pista elevada sobre pilotis, e a construção de uma ponte de 800 metros sobre a baía de Guaratuba.
O superintendente da Appa, Mario Lobo Filho, também defendeu a licitação no final do mandato de Pessuti. “Entendemos a implantação da rodovia como vital para o desenvolvimento dos nossos portos e sabemos da importância de dar início imediato aos projetos de instalação para o futuro”, disse.

Fonte: Correio do Litoral/ Gustavo Aquino.

Por Amigos do Jekiti

A "política desenvolvimentista" tucana, liderada pelo Beto "perfumadinho" Richa, entra em ação e quer porque quer brecar a rodovia que ligará os portos de Antonina e Paranaguá ao porto de Santos. Esta rodovia trará desenvolvimento ao litoral, pois, segundo estudos, a obra deverá aumentar em três vezes a movimentação portuária.
Os tucanos capelistas devem estar em festa com a grande notícia e com a enorme capacidade desenvolvimentista de Beto Richa e seus tucanos amestrados. Mas eles não devem estar precupados, pois daqui a dois anos o povo esquece e votará neles para a câmara municipal e prefeitura.
Outra coisa: quem quiser saber o que é a administração municipal do tucaninho perfumado é só dar um passeio de carro pela Linha Verde... É um desastre da engenharia rodoviária!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ENEM

Pelo jeito os derrotados em 31/10 querem um terceiro turno. Agora atacam o ENEM e o Ministro Haddad, com base no erro de um lote de 21 mil provas, num universo de 4,3 milhões. A polêmica inicia-se com a liminar de uma juíza cearense que determinou a anulação da prova e, consequentemente, a do gabarito, alegando a igualdade de direito, pelo fato de que 2000 alunos foram prejudicados.
Para Haddad os que foram prejudicados podem, perfeitamente, realizar novas provas, com o mesmo grau de dificuldade daqueles que fizeram a prova, respeitando assim o princípio da isonomia. Mas, se por ventura a juíza cearense não seja convencida do fato, Haddad afirmou que entrará com recurso.
Cabe lembrar que todo este estardalhaço feito pela mídia corresponde aos míseros 0,06% dos alunos, de um total de 3,3 milhões. Isso para mim se configura, no mínimo, em imparcialidade, em uma tendenciosa maneira de diminuir, desqualificar esse grande projeto destinado aos pobres. Se para vocês que perderam a eleição esse índice insignificante de erro, por parte da gráfica – que por sinal é a melhor do mundo –, não sei que nível de exigência vocês terão quando um de seus filhos tirar 9,5 numa prova. Ora bolas, todos sabemos que em muitos vestibulares, com um número bem menor de participantes, sempre há questões anuladas e nunca vi um estardalhaço da mídia contra alguma instituição pública ou privada, muito menos contra as gráficas responsáveis por imprimir as provas.
Mas, se analisarmos os interesses que há por detrás do ENEM, concluiremos que a “indústria do vestibular” tem interesses em não fazer do ENEM um meio de acesso dos pobres aos cursos superiores, pois esse mecanismo desmonta a máfia que há neste país, representados pelos donos de cursinhos, grandes editoras de livros didáticos e universidades pagas. Portanto, ser contra o ENEM é ser contra a livre concorrência, é ser contra ascensão social, é ser contra o direito de todos a uma educação pública de qualidade e, por fim, ser a favor desse elitismo que há anos tomou conta das Universidades Federais, onde a grande maioria dos estudantes é de família de classe alta.

domingo, 7 de novembro de 2010

IMAGENS DE 06 DE NOVEMBRO 2010


















AVANTE CAPELISTAS!

O Almirante Brigadeiro Epitácio Machado, em visita ao Jekiti, expôs, aos frequentadores, seus planos bélicos para invadir o território inimigo de Paranaguá. Epitácio ainda afirmou que a invasão se dará por mar, mas, se por ventura, não houver calado para os porta-aviões capelistas a ofensiva contra os parananguaras ocorrerá por terra, com o aterramento da baía, por onde o glorioso exército guarapirocabano avançará contra a base inimiga do Rocio. O herói capelista, antes de se despedir, disse, em alto e bom som para os presentes: "Não digam o que Antonina pode fazer por vocês e sim o que vocês podem fazer por Antonina."
Depois de ser ovacionado pela população em júbilo, o Almirante Brigadeiro Epitácio juntou-se à tropa e seguiu, em marcha, para a ofensiva contra os paranaguaras.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A LIBERTINAGEM DA IMPRENSA

Nos últimos dias presenciamos uma saraivada de denúncias com o intuito de desestabilizar a candidata Dilma, encabeçadas por alguns setores da mídia. Ontem li sobre uma manifestação de intelectuais, apoiando a liberdade de imprensa e expressão, talvez provocada pelas críticas do Presidente Lula que afirmou, em comício, que era a favor da liberdade de imprensa, desde que esta publique a verdade.
É óbvio que o Presidente Lula se sente atingido pelas reportagens e tenta argumentar, com declarações indignadas, toda a sua revolta com a mídia, mas isso não configura censura e sim a opinião de alguém que a todo instante é esculhambado pela imprensa. Tranquilizo os que temem a tesoura do Lula, pois a Constituição Federal proíbe qualquer tipo de censura política, ideológica e artística, e assim deve continuar, pois foram conquistas de anos e anos de luta contra o regime de exceção.
É claro que essa tentativa de desmoralização do Presidente Lula é eleitoreira, vinda de uma mídia que se apropria da onipotência que a legislação lhe dá e se esconde sob o manto da democracia quando critica e quando é criticada berra, esperneia que está sendo vítima da censura.
A liberdade de expressão permite que qualquer meio de comunicação exerça o direito legítimo de fazer oposição ao governo, inclusive permite atuar como se fosse um partido de político. Mas há uma vantagem em tudo isso: alerta o governo para que não incorra no delito da corrupção, nepotismo e tráfico de influência.
Não vejo golpe na velha mídia e sim um anacronismo de quem a dirige dentro de certas ideologias e que estas, muitas vezes, tem preferências por determinada facção política com o intuito de se beneficiar política e financeiramente. Muitas vezes, em nome da liberdade de expressão, usam subterfúgios nefastos para alcançarem seus objetivos e geralmente não pagam o preço porque acham que estão acima do bem e do mal.
Obviamente o que a mídia está fazendo nada mais é que proliferar a porralouquice e dela beneficiar seu candidato tucano, usando todo tipo de acusação contra o governo numa tentativa evidente de implantar o medo na população, como acontecera nos anos sessenta e setenta com as ditaduras na América do Sul. Os que viveram essas décadas sentiram o quanto a mídia serviu de base de sustentação desses golpes, apoiada pelo capital estrangeiro, pelo imperialismo americano, que não só financiou a direita golpista, como também a mídia oportunista.
Logicamente essa mídia não é golpista, repito, é um instrumento que atua como leões de chácara para a elite reacionária, no caso, para a candidatura tucana, que em oito anos de governo a privilegiou com dotação orçamentária da publicidade oficial, diferentemente do governo Lula que a socializou. Isso, na certa, gerou ódio por parte da mídia paulista e carioca, as quais sempre canalizaram todos os recursos da publicidade oficial para seus cofres.
Para finalizar, acredito que a liberdade de imprensa tem um preço e este pode ser a difamação e a mentira, mas como acredito nas instituições, estas serão as chaves julgadoras que iram proteger a democracia e condenar os golpistas, nas urnas e na justiça.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Por Luiz Henrique Ribeiro da Fonseca

A pedofilia a cada dia que passa cresce no mundo e toma proporções danosas à sociedade, através das consequências que trazem às suas vítimas. Os pedófilos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, não são considerados criminosos e sim doentes que sofrem de distúrbios psicológicos e desvios sexuais, mas se praticarem atentado ao pudor, estupro ou pornografia infantil, podem ser enquadrados na categoria de criminosos. Ainda de acordo com a OMS são vítimas os menores de quatorze anos e criminosos o adolescente ou jovem que comete ato de perversão sexual em uma criança mais nova, cuja diferença de idade chegue a cinco anos.
A prostituição infantil é um caso diferente, mas não deixa de ser extremamente grave. Geralmente a exploração sexual do menor está relacionada à desagregação familiar e falta de perspectiva socioeconômica dos pais. O desemprego ou subemprego desencadeiam esses males e muitas vezes os pais exploram suas filhas nesse comércio para que possam ter algum ganho financeiro.
Outro fato incontestável são os jovens menores de idade que encontramos nos finais de semana pelas ruas usando drogas e ingerindo bebidas alcoólicas, os quais, em breve, podem se tornar reféns do vício e delinquentes em potenciais. Esses jovens, logicamente, são frutos de uma má política nas áreas da educação, saúde, trabalho, previdência, assistência social e segurança, pois esses órgãos em conjunto com o Conselho Tutelar não atuam adequadamente para cumprir os ditames do Estatuto da Criança e do Adolescente.
No que concerne às escolas públicas, essas sofrem uma espécie de sucateamento por parte daqueles que dirigem a educação, pois a crise maior não está na falta de dotação orçamentária e sim na crise de autoridade dos que dirigem e também na falha da gestão pública administrativa. Essas escolas poderiam voltar seus esforços para a formação do cidadão, isto é, dar aos alunos condições para que eles entendam a realidade que os cercam. Nessa formação devem conter os fatores econômicos, políticos e sociais, pelos quais os alunos poderão compreender seus direitos e deveres.
Outro aspecto é a falta de uma política de saúde, assistência social, trabalho e segurança pública, pelas quais o jovem possa ser beneficiado com medidas que lhes dê maiores perspectivas de futuro. Para isso deve ser criada uma política de saúde que permita ao jovem um tratamento adequado para se livrar do vício da droga, bem como que o previna de doenças sexualmente transmissíveis; também dê meios de progressão social, através de uma política voltada ao emprego, crie espaço para se expressar desportiva e culturalmente e por fim que seja protegido pelas ações preventivas e punitivas das autoridades policiais e judiciárias. Também é de suma importância que os Conselhos Tutelar e de Segurança atuem juntos aos pais, no sentido de trocarem informações e que estas possam subsidiar as autoridades para que as políticas públicas destinadas aos jovens tenham sucesso.
Acredito que Antonina se insere no contexto e para tanto essas ações colegiadas devem focar, inclusive, a família, pois a perspectiva do jovem passa pela perspectiva dos pais e é para todos que essas ações devem ser destinadas, para quem sabe um dia nossa cidade não se torne o lugar onde uma tragédia social será anunciada.

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento