"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



Mostrando postagens com marcador Wilson Rio Apa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wilson Rio Apa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de junho de 2011

RELEMBRANDO A UTOPIA DE WILSON RIO APA

Como sempre faço, repito algumas postagens antigas para que os novos membros conheçam o blog, bem como os mais antigos possam relembrar o que já fora publicado. A postagem de hoje relembra Wilson Rio Apa e seu sonho alternativo.

Conta Thomas More em seu livro Utopia que a propriedade privada nada mais é que a essência dos males dos homens. Assim também pensou Rosseau, em seu “Discurso Sobre a Origem da Desigualdade”, no qual o escritor defende o retorno à civilização de estado natural, sob novas formas.
Pouco sei de Wilson Rio Apa, exceto pelos relatos daqueles que conviveram com ele e o ajudaram em sua utopia de encontrar no homem o seu senso ético, sempre em comunhão com a natureza.
O fato marcante para mim foi no carnaval de 1975, quando vi na avenida uma enorme caravela repleta de marujos portugueses e ele, em destaque, representando Pedro Álvares Cabral. Outra lembrança foi uma peça de teatro de sua autoria, representada no auditório do prédio da Estiva, onde presenciei uma verdadeira catarse, como se os presentes estivessem assistindo uma tragédia grega de Sófocles. Muitos anos depois descobri que a peça se chamava O Homem Solitário e que fora montada pela primeira vez em 1968, quando eu tinha apenas 10 anos de idade.
Como não tive nenhum contato com ele, tenho pouco a dizer, mas, mesmo distante, sempre soube da sua importância cultural e da sua busca por um admirável mundo novo.

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento