Toda vez que há mudança na administração da APPA, como agora, o antoninense vira uma cadela no cio. O que precisamos entender é que o nosso porto é da “terra do já era”, como dizia o samba enredo há vinte anos. Não se iludam! Ninguém “de fora” irá remir os bons tempos idos pela simples razão que Antonina é um balaio de gato quando se trata de política. Aqui se canta o samba do crioulo doido e ninguém, com um pouco de bom senso político, irá investir numa política tutelada, sem representatividade e forjada por vários interesses. No máximo vem um navio e outro a mais e uma ampliaçãozinha, no resto será tudo como dantes no quartel de Abrantes ou, a longo prazo, com o advento do Pré-sal.
Explicando melhor a questão, vos digo que o nosso político é dependente, não tem visão cosmopolita e nem capacidade de argumentação administrativa e gerencial que o qualifique a pleitear uma posição no porto para si ou para algum dos seus correligionários. Como o quadro da política antoninense é diluído por um fisiologismo predatório, como se fosse um cabo de guerra curto com muitos "puxadores", torna-se difícil que alguém tenha uma posição de destaque na APPA. Como isso sempre acontece, os eternos chimpanzés que viram suas expectativas frustradas vão para outros galhos imaginando que na próxima mudança de estação conseguirão chegar ao cume.
O pior de tudo isso é saber que o maior patrimônio antoninense continuará nas mãos dos interesses de fora. Não por culpa exclusiva da administração estadual e sim desse balaio de gatos que é a política antoninense. Já disse aqui que as chances de Antonina estão na quebra desse acordo de estadualização que submete nosso porto aos caprichos do fisiologismo interno e externo, e a deixa de fora da política desenvolvimentista nacional. Voltando de fato ao comando do Ministério dos Transporte, Antonina, além de não ser mais refém do fisiologismo local, se insere na política da Secretaria Especial dos Portos, a qual está ligada à Presidência da República, garantindo sua isonomia com os demais portos e com a exploração do Pré-sal. Mas como não é essa a nossa realidade, seguimos assim: vendo os macacos pulando de galho, as cadelas entrando no cio e os gatos miando sem as tetas para mamarem.