O povo de Antonina evoluiu em uma base diferente de outras comarcas de províncias, como por exemplo, Santa Catarina que foi colonizada por agricultores vindo da Ilha dos Açores. Antonina, como todo mundo sabe, era conhecida como Capela, daí seus habitantes serem chamados de capelistas. Em agosto de 1797, foi elevada à categoria de Vila, com a denominação de Antonina, em homenagem ao D. Príncipe D. Antônio. Em 06 de novembro de 1797, sua sede foi elevada à categoria de Comarca da Província de São Paulo. Isto se deu em função de vários pedidos da população que não se conformava com a existência de muitos malfeitores e desordeiros que vieram, para cá atraídos pela cobiça do ouro. Posteriormente com a descoberta das Minas Gerais, esse problema amainou um pouco. Dos índios Carijós que habitavam esta região, não vale a pena nem citar, coitados. Depois vieram os árabes, como todos sabem, a despeito de suas virtudes, ser um povo meramente negociante, assim como os portugueses. Os poucos japoneses que chegaram foram alocados no Cacatu, quando nem existia estrada. Poucos ficaram os demais foram para Curitiba e Norte do Paraná. O ciclo portuário arrefeceu com queda da exportação de madeira e erva mate.
O comportamento, a cultura e costumes do Capelista não podem ser diferentes em função de suas raízes. Cabe as novas gerações mudar e isto se dará com boa educação e boa saúde para a população. Um dia chegaremos lá.
Entretanto não devemos culpar somente os políticos, pois o caldo cultural resultantes dos fatos históricos é muito forte. Não devemos esquecer também na nobre raça negra. Que tem pouca ou quase nenhuma representatividade nos fatos. Observe-se que o poder aquisitivo das famílias capelistas era pequeno em relação a outras Comarcas. Em Paranaguá, por exemplo, existem fortes indícios que se vendiam e compravam escravos até o início do século XX. Agora, imaginem a Baia de Antonina nessa época, além da beleza, existia a fartura e riqueza de peixes e crustáceos.
Dizimava-se os varões índios, mas mantinham-se as suas mulheres. Formando-se nova etnia (SIC) a dos caiçaras. Tudo isto me leva a recordar a música do Chico Buarque; "o tempo passou na janela e só Antonina não viu".
Ainda é tempo, vamos trazer faculdades e escolas técnicas para Antonina, vamos achar maneiras de atrair investimentos privados para gerar mais empregos e riquezas. Antonina pelo seu passado merece.
postagem anônima



