"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A LIBERTINAGEM DA IMPRENSA

Nos últimos dias presenciamos uma saraivada de denúncias com o intuito de desestabilizar a candidata Dilma, encabeçadas por alguns setores da mídia. Ontem li sobre uma manifestação de intelectuais, apoiando a liberdade de imprensa e expressão, talvez provocada pelas críticas do Presidente Lula que afirmou, em comício, que era a favor da liberdade de imprensa, desde que esta publique a verdade.
É óbvio que o Presidente Lula se sente atingido pelas reportagens e tenta argumentar, com declarações indignadas, toda a sua revolta com a mídia, mas isso não configura censura e sim a opinião de alguém que a todo instante é esculhambado pela imprensa. Tranquilizo os que temem a tesoura do Lula, pois a Constituição Federal proíbe qualquer tipo de censura política, ideológica e artística, e assim deve continuar, pois foram conquistas de anos e anos de luta contra o regime de exceção.
É claro que essa tentativa de desmoralização do Presidente Lula é eleitoreira, vinda de uma mídia que se apropria da onipotência que a legislação lhe dá e se esconde sob o manto da democracia quando critica e quando é criticada berra, esperneia que está sendo vítima da censura.
A liberdade de expressão permite que qualquer meio de comunicação exerça o direito legítimo de fazer oposição ao governo, inclusive permite atuar como se fosse um partido de político. Mas há uma vantagem em tudo isso: alerta o governo para que não incorra no delito da corrupção, nepotismo e tráfico de influência.
Não vejo golpe na velha mídia e sim um anacronismo de quem a dirige dentro de certas ideologias e que estas, muitas vezes, tem preferências por determinada facção política com o intuito de se beneficiar política e financeiramente. Muitas vezes, em nome da liberdade de expressão, usam subterfúgios nefastos para alcançarem seus objetivos e geralmente não pagam o preço porque acham que estão acima do bem e do mal.
Obviamente o que a mídia está fazendo nada mais é que proliferar a porralouquice e dela beneficiar seu candidato tucano, usando todo tipo de acusação contra o governo numa tentativa evidente de implantar o medo na população, como acontecera nos anos sessenta e setenta com as ditaduras na América do Sul. Os que viveram essas décadas sentiram o quanto a mídia serviu de base de sustentação desses golpes, apoiada pelo capital estrangeiro, pelo imperialismo americano, que não só financiou a direita golpista, como também a mídia oportunista.
Logicamente essa mídia não é golpista, repito, é um instrumento que atua como leões de chácara para a elite reacionária, no caso, para a candidatura tucana, que em oito anos de governo a privilegiou com dotação orçamentária da publicidade oficial, diferentemente do governo Lula que a socializou. Isso, na certa, gerou ódio por parte da mídia paulista e carioca, as quais sempre canalizaram todos os recursos da publicidade oficial para seus cofres.
Para finalizar, acredito que a liberdade de imprensa tem um preço e este pode ser a difamação e a mentira, mas como acredito nas instituições, estas serão as chaves julgadoras que iram proteger a democracia e condenar os golpistas, nas urnas e na justiça.

3 comentários:

Correio disse...

O Correio do Litoral.com mais uma vez solicita autorização para publicar o artigo.
Luiz Henrique, mais uma vez você foi preciso, na veia.

Gustavo Aquino

Fortunato disse...

Lula será lembrado como um divisor de águas. Antes de Lula o Brasil Colonial, que teve em FHC o último e talvez o maior Capataz dos interesses internacionais no País. Depois de Lula, a limpeza da gosma do colonialismo e o desenvolvimento com inclusão social. E com Dilma será a retomada total de nossa identidade e o desenvolvimento pautado na educação e nos interesses nacionais. Seremos gigantes, pela própria natureza de nosso povo, neste maravilhoso e perfeitíssimo florão da América.
Lula e seu povo formado de índios, pretos, pardos e brancos vai para as páginas da história da sociedade brasileira. FHC para as páginas policiais.

Antonio Bento disse...

Jekiti, por falar em imprensa libertina, fugindo um pouco da política. A Rede Globo, demitiu o técnico do Santos, pois o mesmo apenou o Neymar por disciplina e ele não jogaria o clássico de quarta-feira entre o Santos e o Corinthians, mas uma prova para os leitores refletirem sobre o mal que causa o monopólio das comunicações no Brasil, por isso temos que lutar termos a democratização das comunicações no Brasil.

Essas são as palavras de Ruy Castro, grande escritor brasileiro sobre esse fato.

"Ao preferir a indisciplina de Neymar à disciplina de Dorival Júnior, o Santos comportou-se como os colégios que, ao ver um aluno desrespeitar um professor, demitem o professor. Como Neymar é uma figura pública, o ato do Santos sinalizou para milhões de jovens brasileiros que eles podem tudo e não devem nada a ninguém". (Ruy Castro)

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento