"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



terça-feira, 12 de abril de 2011

AUDIÊNCIA PÚBLICA

O vereador Márcio Balera mandou-me no comentário uma informação de que haverá uma audiência pública na Câmara Municipal, no dia 20/04, às 18:00 horas, para discutir o pós "tragédia". Como é de interesse do povo de Antonina, não me custa nada divulgar e agradecer o convite.
Em primeiro lugar vamos tratar a situação de outra maneira, sem esse superlativo trágico. Este termo, imposto pelas consequências das chuvas de 11/03, me parece uma expressão inadequada, um hiperbolismo semântico que inspira medo, perplexidade, imobilismo e tensão. Portanto, vamos tratar as coisas dentro de uma realidade adequada, sem exageros, para que não criemos um monstro maior do que ele é e com isso percamos o bonde da história.
Antes de tudo, é importante lembrar que pouquíssimas coisas serão solucionadas dentro das fronteiras guarapirocabanas, devido a falta de recursos próprios, mas isso pode ser superado e arranjado com organização e método, embora entenda o impacto do inusitado.
A primeira questão a ser discutida é a necessidade de criar um "gabinete da crise", o qual deverá ser presidido pelo prefeito ou pessoa designada por ele. Este, por ato legal, deverá constituir o "gabinete" com a nomeação de pessoas que tenham perfis para atender as diversas necessidades. Os membros dessa comissão terão atribuições especificas e poderão convidar pessoas da sociedade civil, por exemplo, que possam ajudar com propostas e ações resolutivas. Para isso, subcomissões poderão ser criadas com o intuito de identificar e selecionar as ocorrências dentro de cada área de atuação, bem como diagnosticar e justificar ao "gabinete" a maneira pela qual elas serão operacionalizadas. Em posse dessas informações, se aceitas, o gabinete adotará as estratégias pertinentes e delineará as ações dentro dos recursos previstos pela esfera estadual e federal.
É bom lembrar que nem todas as necessidades serão atendidas, devido a exiguidade de recursos, e para que os objetivos específicos sejam atendidos, eles deverão ser expressamente ordenados de acordo com o grau (maior ou menor) de relevância. Toda a metodologia seguirá um rigoroso controle com base no que foi estabelecido, bem como realizar avaliações periódicas, com o intuito de identificar as ocorrências e propor novos indicadores, se for o caso. Essas avaliações são importantes para mensurar os referenciais e assegurar as tarefas a serem realizadas, objetivando alcançar o que fora estabelecido. Caberá também ao "gabinete" fornecer informações às entidades interessadas, bem como à população, através de audiência pública, no caso. 
Logicamente o que foi colocado é uma ideia macro, um objetivo geral dentro do que está ou será, inicialmente, disponibilizado pelo governo estadual e federal. Todo o detalhamento dessas ações deve ser realiazado e especificado por aqueles que têm o conhecimento do problema e sabem quais são as suas reais necessidades. Entretanto, não podemos esquecer que vivemos numa república representativa e a estratégia a ser adotada deve levar em conta não só a via legal e burocrática, como também a política.

11 comentários:

Sonia Nascimento disse...

Achei seu projeto perfeito. Que tal fazer essa proposta no dia da audiência pública?

Anônimo disse...

A DITADURA DA VAGABUNDAGEM: Fazendo caridade com o chapéu alheio - leia-se Audiência Pública -

O ser humano tem uma capacidade extraordinária de promover-se à custa de outros seres humanos. A promoção através do método comum e árduo do trabalho de todos os dias é facilmente substituída pela esperteza e pelo jeitinho. Para se aparecer ou mostrar-se benevolente a pessoa não se faz de rogada, principalmente nos dias atuais quando as necessidades são muitas. São tantos projetos que solicitam a nossa ajuda que ficamos apalermados diante do enorme desafio de melhorarmos a nossa sociedade. Fazemos o que podemos e fazemos com os poucos recursos que temos.

O que não pode acontecer é a caridade com chapéu alheio. Além de ser de tremendo mau gosto, é uma clara demonstração de falta de caráter cristão. Se o chapéu é alheio, ele não deveria ser utilizado de maneira alguma, e se é utilizado alguma coisa está sendo defraudada do proprietário do chapéu. Segundo o psicanalista Mario Quilici essa prática é característica do narcísico. Narcisista é aquela pessoa que vê o mundo através de si mesmo. Ela é a referência para todas as coisas. Os narcisistas são especialistas em roubar créditos alheios, afirma ainda o mesmo psicanalista. Uma boa norma para desmascarar o fazedor de caridade com o chapéu alheio é a lembrança do velho ditado: “Esmola, quando é muita, o santo desconfia”.

O problema em aplicar esse ditado é que vivemos num país miserável e assim que surge um tão bom e grande benfeitor, apanha-se logo o que está dentro do chapéu e nenhuma pergunta é feita. Isso é ruim. Instituições deveriam ser mais criteriosas no recebimento de donativos. Deveriam aplicar os princípios do reino de Deus todas as vezes em que a esmola for grande.

Outra característica do amigo do chapéu alheio é o incontrolável desejo de tornar-se populista. Cair no agrado do povo, que, normalmente é ignorante das verdadeiras motivações desse “amigo”. Invariavelmente, com o chapéu vem também o chicote. A nossa cultura é pródiga em promover e amar caudilhos.

O “amigo” do chapéu alheio me faz lembrar da estória da sociedade entre o porco e a galinha. Para matar a fome do mundo, a galinha propôs ao porco uma joint venture. Para fazer uma boa omelete, a galinha forneceria os ovos e o porco forneceria o bacon. Foi ai que o porco percebeu que essa sociedade não era tão boa assim e reclama com a galinha: “Que tipo de sociedade é essa? Você tem mais facilidade em participar pois está acostumada a botar ovos, mas eu terei que entregar o bacon, meu próprio corpo”. A galinha respondeu com tranqüilidade: “Sociedade é assim mesmo. Uns fazem mais sacrifícios do que os outros”.

Assim, o amigo do chapéu alheio envolve-se apenas superficialmente, pois nada do que oferece lhe custa muito; enquanto os outros se comprometem com a causa, muitas vezes dando suas próprias vidas por elas. Mas ao fim e ao cabo a glória vai toda para o usuário do chapéu alheio. Envolvimento e comprometimento são coisas diferentes.

Amigos do Jekiti disse...

Entendi o texto e achei perfeito, só não identifiquei a quem foi endereçado.
1 - quem convocou a audiência pública?
2 - A mim por ter dado uma sugestão e por isso vc me achou um narcisista?
3 - Canduca que convocou outra audiência?
4 - Bolsonaro que quer bater em Biba?
5 - N.D.A

Amigos do Jekiti disse...

Sônia, que bom que vc está de volta.
Não seria a pessoa adequada para fazer isso. Se por ventura alguém achar importante que o faça. Em Antonina o sábio é aquele adota a postura dos três macaquinhos.Quem usar alguns dos sentidos é imediatamente exilado da terra pelos donos da capitania hereditária capelista.

Anônimo disse...

"O vereador Márcio Balera mandou-me no comentário uma informação de que haverá uma audiência pública na Câmara Municipal, no dia 20/04, às 18:00 horas, para discutir o pós "tragédia". Como é de interesse do povo de Antonina, não me custa nada divulgar e agradecer o convite."

Assertiva de número (1) / Luis, "Depois que mataram a jibóia, jacaré só deita e rola" - Almir Quineto. A comunidade de Antonina sabe muito bem quem matou a "jibóia" e quem são os "jacarés" que querem deitar e rolar, bem! só fazem issi mesmo, nenhuma novidade.

Anônimo disse...

"Em Antonina o sábio é aquele adota a postura dos três macaquinhos.Quem usar alguns dos sentidos é imediatamente exilado da terra pelos donos da capitania hereditária capelista". Acho que não, vc esta denotando e conotando ao mesmo tempo. Cuidado para não se tornar um fariseu - indivíduo que aje como se tivesse intelectualmente acima, dos demais humanos - como os já conhecidos. Menos, Luis, menos!

Exemplo bem simples de conotação na seguinte frase: Maria é uma flor!

Eu não quis dizer que Maria tem pétalas, tem pólem e tudo mais. Em sentido figurado, quis dizer que Maria é linda como uma flor, ou sensível como uma flor!

No sentido denotativo eu digo exatamente o quero expressar, ex: Maria é linda como uma flor!

Mostrar o "caminho" como vc explificou no seu texto; conota.
Agora, os RHs para denotar o que vc expõem no seu texto, é que são as coisas...

Amigos do Jekiti disse...

AAAAHHHH! Entendi.
1 - Será que a audiência pública é meio de se promover a custa do sofrem?
2 - Ou é um poder paralelo?
aiaiaia...onde estão as "fortu" e "virtu" de canduca?

Amigos do Jekiti disse...

vc tem razão, meu caro. Acho que conotei quando deveria ter denotado.
Mas, se por ventura, a tal audiência, realmente for uma "conotogem", não seria mais prudente eu denotar?

abraço

Anônimo disse...

Só falam m... enquanto isso os desabrigados sifu! Oh!Rimô!!!

Anônimo disse...

o problema não eh a proposta eh quem vai fazer tudo que tah escrito aí.
que babaquice isso de dizer que falam m.....Se é uma m..... porque não fez então.

Fortunato disse...

"Os vereadores só resolveram se mexer 40 dias depois da tragédia". A quem pensam que enganam?

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento