"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



domingo, 10 de abril de 2011

ANTONINA ESPERA POR VOCÊ


A foto acima mostra que Antonina quer reagir à crise. Além dos problemas do desabrigados há também a questão da economia da cidade. Muitos estabelecimentos comerciais dependem do turismo e a calamidade das chuvas se encarregou de piorar o que já não estava bom. Não estou narrando uma novidade, mas não custa insistir e relembrar postagens passadas, nas quais opinei sobre a necessidade de se criar medidas para que o turista retorne a Antonina. Para as pessoas que não conhecem o sistema antoninense de turismo, informo que antes da crise a política turística da cidade estava voltada para algumas festividades, entre as quais o carnaval, festa da padroeira e festival de inverno. Para uma cidade que depende do turismo a calamidade só veio agravar um quadro que nunca foi promissor e se o turista prefere não descer a Serra, mesmo sabendo que as estradas apresentam condições de tráfego, é melhor pensarmos em novas saídas para que eles retornem.
A crise se torna ainda maior porque a população de Antonina não costuma frequentar os restaurantes locais, por conta do seu baixo poder aquisitivo,  e agora mais ainda, devido a preocupação do povo em querer reconstruir suas casas e readquirir objetos perdidos na calamidade.
Não sou o dono da verdade e nem quero ser a única voz dos blogs antoninenses em insistir na necessidade de se criar um plano turístico emergencial para a cidade. Não falo de um plano amplo para o qual é preciso grande dotação orçamentária, embora acredite que passada a crise, isso seja necessário. Minha sugestão baseia-se apenas em ideias simples, objetivando atrair os que habitualmente visitavam Antonina antes das chuvas. O plano consiste em criar um pacote turístico, no qual se estabelecerá um valor único para hospedagem e refeição, incluindo também o acesso às festividades artísticas e exposições. Logicamente esse programa deverá ter ampla divulgação pela mídia e para viabilizar o dito projeto pode-se utilizar os recursos do Banco Social, destinados às cidades que sofreram com as chuvas.
Para concluir, insisto que a crise provocada pela calamidade deve ser encarada como uma oportunidade de superação e crescimento, devendo as entidades responsáveis arquitetarem um plano, não só para o povo desabrigado, como também, para aqueles que dependem do turismo para sobreviver. Agora, se o choramingo continuar, se as propostas resumirem-se em críticas sobre quem deveria fazer o quê, de pouco adiantará essa súplica de que Antonina espera por você ou qualquer outro rogo a deus por nossa cidade. Lembrem-se, ninguém vai descer a Serra por súplicas, por pena ou porque deus pediu e sim pelo que Antonina tem a oferecer aos visitantes.  

4 comentários:

TOKADARTE disse...

Grande xaqualhada Luiz, temos que sacudir o barro e dar a volta por cima.
Continue escrevendo.
Abraços.

Anônimo disse...

MINHA SUGESTÃO AOS AMIGOS DO JEKETI.
O TURISTA PASSA EM FRENTE DO JEKITI.
A TURMA TODA REUNIDA OLHANDO.
DEPOIS VOLTA E DÁ R$ 50,00 E RECEBE UM DIPLOMA COM SEU APELIDO QUE COM CERTEZA VAI RECEBER DE CARA.
O DINHEIRO VAI PARA AS VÍTIMAS DA ENCHENTE.

Anônimo disse...

gostei do que você escreveu Luiz. O problema está no povo que só critica quando alguém chega com uma idéia. Esse aí que escreveu ai em cima é do tipo que não tem ideia e por isso mete o pau em quem tem. O antoninense é assim mesmo não aceita nada de ninguém. tem gente que não tem capacidade de escrever um linha, adora criticar quem faz. esses se acham que são os donos de Antonina.

Márcio Balera disse...

Luiz Henrique, estaremos realizando uma audiência pública na Câmara no dia 20/04 às 18:00 horas para discutir o pós tragédia. Se puder divulgar agradeço desde já. Também conto com sua participação. Grande abraço.

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento