"Monocrômica, anacrônica, atraente, arcaica Antonina, não amo-te ao meio, amo-te à maneira inteira."
Edson Negromonte.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A ORIGEM DA SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA

Este texto não é um julgamento e nem uma condenação sumária aos que comentam aqui no anonimato. Os motivos pelos quais uma pessoa usa essa via para se expressar, no meu ponto de vista, não é um ato de covardia e sim de sobrevivência. Alguns anônimos, pelo que sinto, utilizam este espaço para promoverem a sua ordem política através de contundentes críticas aos seus antagonistas. Esses críticos geralmente preocupam-se com o varejo, embora eu não desmereça aqueles que gostam, por exemplo, da cidade limpa; mas essa visão, no meu ponto de vista, se configura como uma incapacidade de enxergar as coisas através de um pensamento crítico mais qualificado.
Parto dessa premissa para recorrer às minhas leituras que tanto me fazem entender algumas coisas sobre relações sociais e políticas. Não vou aqui fazer um tratado político-científico e nem filosófico, pela simples razão que conheço minhas limitações, mas neste caso Nietszche pode me ajudar. Em alguns dos seus escritos ele nos ensina que a política é usada como forma de coerção sobre as massas, através da crença em geral de que só o líder é capaz de dar ao povo o verdadeiro direito à existência. A justificativa para essa conclusão está na sujeição do indivíduo à massa e esta, pela sua postura de rebanho, ao líder político.
A questão que eu tentarei explicar está ligada às críticas anônimas e sua relação com a política. Para mim essas críticas têm um objetivo de promover o líder político para o qual o crítico serve. Como a política é muito dinâmica e segue uma moral própria, esses críticos precisam atuar no anonimato para que não se comprometam com as correntes antagonistas e percam, por suas contradições, a oportunidade de ascenderem socialmente. Geralmente essas pessoas são fisiologistas, isto é, só pensam em seus próprios interesses, pois são desprovidos de consciência coletiva, exceto nos casos em que são forçados a se apresentarem como servidores do povo e assim privilegiarem sua classe política.
O caráter demagógico dessas relações reflete o quanto nossa cultura política tradicional está vinculada apenas ao jogo do poder pelo poder e não na utilização deste para resgatar o seu valor gregário. Uma sociedade que se preze não vive do interesse egoísta de uma casta política e muito menos do fisiologismo dos seus líderes. Ela é o espaço de convivência, de continuação e conservação dos valores éticos e morais, cuja premissa é a valorização dos interesses comuns sobre os interesses individuais.
Como prometi em não fazer um tratado político-filosófico, concluo o assunto com a afirmativa de que as críticas de alguns anônimos originam-se no medo de serem pegos em suas contradições e, por conseguinte, não sobreviverem ao julgamento político e moral da sociedade. Em suma: toda esse disfarce, a meu ver, tanto serve para seus "inimigos", como também para os "amigos" que ele, pretensamente, defende... Eis a origem da sobrevivência.

14 comentários:

Anônimo disse...

Jekiti, por falar em bicho, tem anônimo que tá na seguinte situação:- se correr o bicho pega; se ficar o bicho come.
Se o anônimo escapa da 'sanha degoladora' do populacho, cai no garrote de suas observações, mais supostas do que reais... Ma valeu o seu esforço de tentar explicar o fenômeno.... (mas sua explicação peca por meia verdade quando parte da pressuposição de que todo 'homo políticus', necessariamente seria 'homo agnelus' de algum suposto lider... (HAY GOBIERNO??? SOY CONTRA!!!)

Henrique disse...

Compreendo que o anonimato na internet ou seja lá o que for pode ser bastante útil para a sociedade, como pode ser bastante nocivo. Alguém que denuncia um bandido ou uma briga de casal tem razão de não querer mostrar a cara. Alguém que pode ser perseguido no trabalho por sua opinião sobre a empresa também tem motivos suficientes para esconder-se atrás de nomes e emails falsos.
Muitos se utilizam do anonimato por não quererem causar polêmicas, por modéstia ou por não quererem constranger outras pessoas,como familiares, amigos, etc.
Quem não tem um motivo justo e utiliza-se do anonimato para espalhar boatos, calúnias, mentiras, ofensas, etc, está apenas sendo um grande covarde. No que no Brasil não é uma prerrogativa apenas do anônimo,tal ignomia é largamente utilizada, basta uma análise crítica e superficial dos noticiários e jornais, normalmente os do PIG.

Anônimo disse...

Para a Petezada de Plantão, esse cidadão ainda quer ser prefeito de São Paulo, não sabe nada de Educação, isto é fato. Olha o que ele diz do ENEM.

http://noticias.terra.com.br/educacao/enem/noticias/0,,OI5566002-EI8398,00-Haddad+Inep+nao+se+preparou+para+conceder+correcao+do+Enem.html

Privataria Tucana é fichinha do que eles "PT" estão tranformando este país, aguardem!!!

O GUARDIÃO DO PORTINHO - Esoerando o mar pegar fogo para comer peixe frito... disse...

PESQUISA COMPROVA QUE O TRABALHO MATA

Há muitas razões para não ir trabalhar, prova a pesquisa.




Trabalhar mata, trabalhar muito mata ainda mais, e não trabalhar não mata, faz bem para a saúde e ainda prolonga a vida ociosa. É o que revela agora uma pesquisa da April First University.

Esta realidade já era conhecida por presidentes, governadores, senadores, deputados, prefeitos, vereadores e aspones. Mas não era divulgada para que a população não parasse de trabalhar, continuando a pagar impostos para alimentar a gastança deles.

O título do livro sobre a pesquisa é sugestivo: "Que o mundo se acabe em barranco..." Mas é pouco provável que a publicação possa chegar ao público, uma vez que as autoridades já se mobilizam buscando a proibição.

Espertalhões buscam agora tirar proveito da polêmica. Integrantes do PDMB, Partido da Demagogia e da Magia Brasileira, querem criar o programa "Bolsa-Encostado" , que daria um salário vitalício para cada brasileiro que abandonasse o trabalho para ter mais saúde, embalado em uma rede, na sombra de uma árvore, ouvindo pássaros cantar. Também seriam criadas cotas para quem quisesse passar em vestibulares e concursos sem ter trabalho.

Partidos radicais já radicalizam: "Queremos proibir definitivamente o trabalho do político, porque além de dar muito trabalho, ainda afasta o político trabalhador do ócio improdutivo", garante o deputado Dias de Molho do PQP: "Se nos países desenvolvidos se trabalha menos e se ganha muito mais, porque aqui temos que ganhar pouco para trabalhar muito? Precisamos é criar uma CPI para descobrir e eliminar quem inventou o tal trabalho" finaliza o nobre político.



ENTENDA O DESCASO

1- Pesquisa descobre que o trabalho mata.

2- No Brasil ninguém liga, já que tantos matam o trabalho.

3- Deputados se aproveitam para prometer o descanso eterno e o gozo celestial aqui na terra.

4- E apresentam um projeto proibindo o trabalho, inicialmente para eles próprios.

5- Uma CPI vai investigar quem inventou o trabalho, propondo ainda que o mundo se acabe em barranco para que eles possam morrer encostados.

Anônimo disse...

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO

O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores;mais medicina, mas menos saúde. Temos
maiores rendimentos, mas menor padrão moral.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de
menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos
acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler
um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente pensamos...

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais,
amamos raramente e odiamos com muita frequência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida á extensão de nossos anos. Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos
coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma.

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e
caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são
tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra no lares; temos
mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas
menos nutrição.

São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais
belas, mas lares quebrados.

São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também
descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que
fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a
tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer
alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla Del.

Amigos do Jekiti disse...

ao anônimo do primeiro comentário:
Vc tem toda razão. Curvo-me!

Sonia Nascimento disse...

Luiz, esses anônimos são tão caras-de-pau que nem lêem (ou fingem que)o que vc escreveu. Usam seu blog pra fazer as postagens deles nos comentários. Fico pasma!

Amigos do Jekiti disse...

Oi Sônia, eu sei disso.
Deixa eles se expressarem, tadinhos
bjo

O DEMIURGO DE ANTONINA disse...

Antonina só terá uma grau elevado de evolução social/econômica/política e humana, quando os seus moradores deixarem de competir e todos começarem a colaborar, pois competição é o mal e a colaboração é o bem.

PAULO R. CEQUINEL disse...

Prezado e Anônimo Demiurgo:
Você está a propor, por acaso, que eu colabore com a Mônica, com o Luiz Carlos e outros menos votados?
Você fumou alguma coisa com orégano estragado?
Você endoidou?

O DEMIURGO DE ANTONINA disse...

Respeitabilíssimo,nobilíssimo, crudelíssimo e aspérrimo P.R. Cequinel.

Não levemos esta colaboração ao extremo. Façai como os filiados do PT que pediram licenciamento do partido para continuarem no Governo Canduca, mostraram um virtude de desapego material, por acreditarem num projeto; desrespeitando o voto da maioria que votou a favor da saída sa Adm Canduca.

PAULO R. CEQUINEL disse...

Prezado Demiurgo, em dezembro eu apresentei minha desfiliação, ainda antes da decisão dobre o governo Canduca.
Sou agora, e definitivamente, um petista no exílio.

PAULO R. CEQUINEL disse...

A minha dúvida é se anônimo começa com "H" ou com "I" e se termina ou não com til.

PAULO R. CEQUINEL disse...

As agências internacionais noticiam que um certo país anônimo, que desenvolve o maior projeto nuclear do mundo, está a fazer manobras navais no Estreito de Ormuz.

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento

O JEKITI NOS ANOS 60 - foto do amigo Eduardo Nascimento